Brena Dianná defende oncologia no interior e passagens mais baratas no Festival de Parintins

A deputada estadual Brena Dianná (UB) voltou a defender a descentralização do atendimento oncológico no Amazonas e cobrou medidas para reduzir os altos preços das passagens aéreas para municípios do interior, especialmente para o Festival de Parintins. Os temas foram abordados durante entrevista à Rede Onda Digital.
Segundo a parlamentar, a proposta apresentada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) surgiu a partir das dificuldades enfrentadas por moradores do interior que precisam se deslocar para Manaus em busca de tratamento contra o câncer.
“Esse projeto surgiu das dores dos nossos amigos interioranos. A realidade que Parintins enfrenta é muito semelhante à de outros municípios do Amazonas”, afirmou.
A indicação encaminhada ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) prevê a implantação de serviços oncológicos em municípios considerados polos regionais, como Parintins, Tefé, Humaitá e Manacapuru. A ideia é que essas cidades possam atender pacientes de municípios vizinhos, reduzindo a necessidade de viagens frequentes à capital.
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De acordo com Brena, embora exista o programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades relacionadas a passagens, alimentação e hospedagem durante o período de tratamento.
“Há casos em que o tratamento dura a vida toda. Quando esse serviço chega mais perto da cidade onde a pessoa mora, onde ela tem sua rede de apoio, o impacto é muito positivo para essas famílias”, destacou.
Passagens aéreas
Durante a entrevista, a deputada também comentou o aumento dos preços das passagens aéreas para Parintins no período do Festival Folclórico.
Brena classificou os valores como excessivos e afirmou que o transporte aéreo tem se tornado inacessível para parte da população.
“Hoje, em alguns casos, uma passagem pode custar mais de dois mil reais por trecho, um valor superior ao salário mínimo. É um serviço que está ficando inacessível”, disse.
A parlamentar ressaltou que o problema não se restringe a Parintins e afeta outros municípios do interior que dependem de poucas opções de transporte aéreo. Ela defendeu a atuação conjunta de órgãos fiscalizadores, reguladores e representantes políticos para buscar soluções.
“Precisamos chamar a atenção para que haja mais acessibilidade. Existem muitas reclamações sobre preços elevados, cancelamentos de voos e até casos de overbooking. É necessário tornar esse serviço mais acessível para todos”, afirmou.





