Após falta de remédios chegar à Justiça, Prefeitura de Palmas ainda não detalha estoques do CAPS

Meses depois de o Ministério Público do Tocantins acionar a Justiça por falta de medicamentos no CAPS Infantil de Palmas, a situação do abastecimento da rede municipal de saúde mental ainda não está completamente esclarecida.
Nesta semana, a Prefeitura abriu uma nova compra de medicamentos psiquiátricos que inclui quetiapina 25 mg e risperidona 1 mg, justamente dois dos medicamentos que chegaram a ter estoque zerado em relatório produzido pela própria Secretaria Municipal de Saúde.
O problema ganhou repercussão em junho, quando o MPTO levou o caso à Justiça após identificar falta de medicamentos utilizados no atendimento de pacientes do CAPS Infantojuvenil.
Na ocasião, documentos da própria Semus registravam estoque zero de quetiapina e risperidona.
Após a atuação do Ministério Público, a Prefeitura informou que havia iniciado procedimentos para aquisição dos medicamentos e regularização dos estoques.
Dois meses depois, porém, o problema voltou a ser denunciado.
Em 21 de agosto, o Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins apontou novamente falta de medicamentos na rede municipal de Saúde de Palmas.
Agora, a Dispensa Eletrônica nº 094/2026 mostra que a Prefeitura voltou ao mercado para adquirir medicamentos psiquiátricos, incluindo parte daqueles que já haviam faltado anteriormente.
A abertura da compra não comprova que os itens estejam atualmente zerados, mas mostra que o abastecimento desses medicamentos continua exigindo novas aquisições poucos meses depois de o problema chegar à Justiça e voltar a ser denunciado pelo sindicato.
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Procurada pela Rede Onda Digital, a Secretaria Municipal de Saúde informou que realizou recentemente o abastecimento de medicamentos destinados aos CAPS da Capital.
A Semus afirmou ainda que mantém processos de aquisição em andamento para abastecer toda a rede municipal de saúde e garantir a continuidade dos atendimentos.
A Secretaria, no entanto, não apresentou os quantitativos atualmente disponíveis de quetiapina, risperidona e dos demais medicamentos, nem informou a autonomia dos estoques ou se houve novas interrupções no fornecimento desde as denúncias de agosto.
Sem esses dados, não é possível confirmar se o problema que levou o Ministério Público à Justiça foi efetivamente solucionado ou apenas temporariamente amenizado.
A Rede Onda Digital também procurou o Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins para verificar se, após as denúncias feitas em agosto, houve normalização do abastecimento na rede municipal, especialmente nos CAPS.
Até o fechamento desta matéria, o sindicato não havia encaminhado resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.





