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Design visual para 2026: 10 tendências visuais que você precisa conhecer

Tendências visuais para os próximos anos combinam referências nostálgicas, avanços tecnológicos, apelo emocional e identidade cultural, moldando a forma como marcas, criadores de conteúdo e projetos criativos se comunicam em diversas plataformas
01/01/26 às 16:00h
Design visual para 2026: 10 tendências visuais que você precisa conhecer

Tendências que devem orientar produções visuais em 2026 (Divulgação)

O design visual que começa a se consolidar para 2026 revela mais do que mudanças estéticas: ele reflete transformações profundas no comportamento digital, na forma como as pessoas consomem informação e na crescente busca por autenticidade. Especialistas em comunicação e criatividade apontam que as tendências dos próximos anos misturam nostalgia, tecnologia, emoção e identidade cultural, influenciando marcas, criadores de conteúdo e projetos visuais em diferentes plataformas.

Uma das apostas é o Prompt Playground, estilo que resgata a estética de softwares antigos, interfaces rudimentares e referências dos primórdios da internet, combinadas com recursos atuais de inteligência artificial. A proposta une criatividade e memória afetiva, dialogando com públicos que valorizam o “imperfeito” e o experimental.

Já o Reality Warp aposta no surreal e no deslocamento da realidade. São visuais que confundem o que é físico e o que é digital, explorando distorções, colagens hiper-realistas e cenários que desafiam a lógica. Essa tendência dialoga com o avanço de tecnologias imersivas e com o cansaço do excesso de realismo nas redes.

Em contrapartida, o Explorecore surge como resposta à saturação de estímulos. A estética privilegia narrativas visuais calmas, paisagens amplas, cores suaves e sensações de descoberta, remetendo a viagens, natureza e contemplação. É uma tendência associada ao bem-estar digital e à desaceleração.

O toque ganha protagonismo com o Texture Check, que valoriza superfícies hiper-realistas, granulações e detalhes visuais que despertam a sensação de tato. Mesmo no ambiente digital, a ideia é criar proximidade e materialidade.

Outra tendência em ascensão é o Notes App Chic, inspirado em cadernos, anotações improvisadas e layouts aparentemente desorganizados. A estética valoriza a criatividade honesta, o processo e o erro, em oposição a produções excessivamente polidas.

A chamada Opt-Out Era reflete o minimalismo consciente. Menos elementos, menos ruído visual e mais intenção. A simplicidade deixa de ser apenas estética e passa a ser um posicionamento diante do excesso de informação.

No campo emocional, o Drama Club aposta em visuais cinematográficos, iluminação intensa e narrativas carregadas de sentimento. É uma estética pensada para gerar impacto, conexão e storytelling.

A identidade cultural ganha força com o GrannyWave, que resgata referências regionais, artesanais e tradicionais em um maximalismo afetivo, celebrando heranças culturais e saberes populares.

Já o Zinegeist revisita a estética dos zines independentes, com colagens, tipografias manuais e texturas cruas, reforçando a ideia de produção autoral e contestadora.

Por fim, o Block Party mistura estética cinematográfica com identidade local, destacando territórios, comunidades e narrativas regionais como protagonistas da comunicação visual.

Para especialistas, o conjunto dessas tendências indica que o design de 2026 será menos sobre seguir padrões globais e mais sobre contar histórias autênticas, criar vínculos emocionais e refletir valores culturais em um mundo cada vez mais digitalizado.