Vanda Witoto defende participação indígena nas decisões sobre a BR-319

A candidata a deputada federal Vanda Witoto, do MDB, defendeu que povos indígenas e comunidades que vivem no entorno da BR-319 tenham participação nas decisões relacionadas à rodovia. Para ela, o debate sobre o asfaltamento precisa considerar os impactos já provocados nos territórios e ouvir diretamente as populações afetadas.
Durante entrevista à Rede Onda Digital, nesta quinta-feira (3/9), Vanda afirmou que a BR-319 já está implementada e que a principal reivindicação do movimento indígena é justamente garantir espaço para essas comunidades no processo de discussão e tomada de decisões.
“Nós queremos que a presença indígena, a presença das comunidades, elas sejam consideradas nesse processo de escuta e de tomada de decisão. A gente sempre fala que a população indígena não é contra esse desenvolvimento”, afirmou.
Segundo Vanda, desde a abertura da BR-319, ocorreram mortes e assassinatos de indígenas e, na avaliação dela, o Estado ainda não teria feito a reparação dessas perdas. Vanda disse que, caso a obra avance, pretende atuar para garantir que as populações indígenas sejam ouvidas.
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Clima e calor extremo
A questão ambiental também aparece entre as prioridades apresentadas pela candidata. Diante do aumento do calor em Manaus, Vanda defendeu que governos adotem planos de adaptação climática, principalmente para proteger as populações mais vulneráveis.
Educação indígena
Na educação, Vanda defendeu medidas para garantir a permanência de indígenas nas universidades. Entre as propostas citadas estão políticas de moradia e apoio para estudantes que deixam aldeias e municípios do interior para estudar. Ela também destacou a necessidade de as instituições de ensino se prepararem para receber essa população.
Economia e Zona Franca
Sobre a economia do Amazonas, Vanda reconheceu a importância da Zona Franca de Manaus para o Estado, mas defendeu a criação de uma segunda alternativa baseada na natureza e na floresta.
Na avaliação dela, esse modelo poderia gerar oportunidades econômicas para comunidades, periferias e municípios do interior, sem deixar de lado a manutenção da Zona Franca.





