TSE adia julgamento do registro de candidatura de Deltan Dallagnol

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento sobre a validade do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), senador eleito pelo Paraná. O caso estava previsto para esta quinta-feira (8/10) e agora será julgado em data ainda não marcada.
A Corte atendeu a um pedido da defesa do ex-procurador e ex-deputado cassado.
Na manhã desta quinta-feira, Dallagnol publicou um vídeo, no qual aparece chorando. Ele afirma que teve sua campanha ao Senado censurada pelo TSE.
De acordo com seu depoimento, o ministro Floriano de Azevedo Marques o proibiu de fazer campanha nos últimos 15 dias, que precisou rescindir 50 contratos, foi proibido de distribuir materiais, retirado do horário de TV e rádio e impedido de impulsionar conteúdos no Instagram.
Como o caso chegou ao TSE
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aceitou o registro de candidatura de Dallagnol por 4 a 3. Os adversários recorreram ao TSE e pediram o indeferimento.
O ministro Floriano de Azevedo Marques derrubou a decisão do TRE-PR e determinou o indeferimento do registro.
No domingo (4), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão de Floriano, mandou validar eventuais votos recebidos por Dallagnol e enviou o caso ao plenário.
Leia mais:
VÍDEO: Deltan chora e diz que foi censurado na campanha ao Senado
TSE explica interrupção de 50 minutos na apuração dos votos e nega fraude
Desempenho nas urnas
Na eleição de domingo, Dallagnol foi o segundo mais votado, com mais de 2,9 milhões de votos (25,1% dos votos válidos). Com isso, foi eleito para a segunda vaga do Paraná no Senado Federal.
Ele ficou conhecido como ex-procurador da Operação Lava Jato.





