Rogério Marinho diz que Flávio Bolsonaro só poderia liderar oposição fora do Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que o aliado poderia exercer a liderança da oposição a partir dos Estados Unidos. Segundo Marinho, no Brasil, “é impossível” que Flávio desempenhasse esse papel diante dos sinais que, na avaliação dele, indicavam perseguição política.
Em pronunciamento aos aliados, Marinho afirmou que Flávio tomou uma “decisão difícil” ao deixar o país com a família. O líder da oposição descreveu o senador como “um jovem desprendido”, que abriu mão de uma candidatura praticamente assegurada ao Senado pelo Rio de Janeiro para disputar a Presidência da República.
Segundo Marinho, Flávio recebeu mais de 3.000 ameaças de morte ou agressão física durante a campanha. O senador também afirmou que o filho do ex-presidente foi alvo de uma reação desproporcional da Polícia Federal 7 minutos depois da confirmação do resultado eleitoral, em um processo que classificou como “enviesado”.
Marinho declarou que Flávio levou em consideração a situação do pai, Jair Bolsonaro (PL), que está preso, a condição do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está fora do país, e “a situação do país nos últimos 4 anos” para decidir deixar o Brasil.
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Flávio fica nos EUA e aliados planejam visitá-lo em Miami
Flávio Bolsonaro está em Miami com a família desde que chegou aos Estados Unidos, em 28 de outubro. O senador entrou nos EUA por meio de uma autorização de permanência por razões humanitárias, que, segundo informações divulgadas pela Reuters, costuma ter duração de um ano.
Aliados do senador planejam visitá-lo em Miami na segunda quinzena de novembro. Segundo a CNN Brasil, a viagem não será uma comitiva oficial: parlamentares pretendem demonstrar apoio e ouvir orientações políticas de Flávio, que prometeu liderar a oposição a partir do exterior. Em 3 de novembro, ele também participou remotamente de uma sessão semipresencial do Senado e registrou voto.





