Ricardo Salles diz que Flávio Bolsonaro “é do game e transita no Centrão”

O candidato do Novo ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles, fez críticas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao afirmar que ele “é do game” e mantém trânsito entre lideranças do Centrão. A declaração foi dada durante entrevista na segunda-feira (20), ao comentar os possíveis nomes do bolsonarismo para a disputa presidencial de 2026.
Comparação entre os irmãos Bolsonaro
Na avaliação de Salles, se a escolha fosse entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro seria o nome mais preparado para representar o campo conservador. Segundo ele, o ex-deputado federal possui uma visão política mais aguçada, melhor capacidade de comunicação e postura mais combativa.
Ao justificar a avaliação, Salles contrastou o perfil dos dois irmãos e afirmou que Flávio mantém uma atuação mais próxima da política tradicional.
Críticas sobre a postura diante das divisões na direita
Salles também criticou a postura de Flávio diante das disputas internas do campo bolsonarista. Segundo ele, o senador poderia ter atuado para reduzir os conflitos entre diferentes grupos da direita, mas acabou se omitindo.
De acordo com o candidato do Novo, Flávio tinha condições de intervir para impedir ataques direcionados à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e conter o acirramento das disputas entre aliados do ex-presidente.
“O Flávio poderia, na qualidade de candidato a presidente, dar um cala-boca e dizer: ‘Está todo mundo proibido de criar essas divisões dentro da direita’. Ele se omitiu em relação aos ataques que foram feitos à Michelle. Se não fez ativamente, pelo menos do ponto de vista da omissão, há uma participação dele nisso”, afirmou.
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Apoio mantido a Jair Bolsonaro
Apesar das críticas aos filhos de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles reafirmou apoio ao ex-presidente e disse que o apoiaria “da primeira à última hora” caso ele pudesse disputar a Presidência. Ele também afirmou considerar injusta a acusação de tentativa de golpe atribuída a Bolsonaro.
As declarações evidenciam divergências dentro do campo conservador em meio às articulações para as eleições de 2026, especialmente sobre quem deve liderar o bolsonarismo na disputa pelo Palácio do Planalto.





