Renan Santos pede impeachment de Moraes e Toffoli

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) protocolou, na quarta-feira (2/9), no Senado Federal, pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Nos documentos, ele aponta supostos “crimes de responsabilidade” e relaciona os dois magistrados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
As acusações apresentadas por Renan Santos têm como base informações divulgadas pela imprensa e mencionadas em documentos relacionados a investigações da Polícia Federal (PF). Os pedidos ainda dependem de análise no Senado e não representam, por si só, comprovação das irregularidades apontadas.
Pedido contra Alexandre de Moraes
No caso de Alexandre de Moraes, Renan Santos cita mensagens que teriam sido encontradas em material obtido pela Polícia Federal após a quebra de sigilo de documentos relacionados a Daniel Vorcaro.
Segundo o candidato, as conversas levantariam suspeitas de uma possível relação de proximidade entre o ministro e o empresário, incluindo eventual troca de favores e o suposto compartilhamento de informações privilegiadas relacionadas a investigações.
O documento também menciona contratos firmados entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, em valores que, segundo o pedido, chegariam a R$ 131 milhões.
Renan também cita outro contrato, no valor de R$ 50 milhões, relacionado à participação de Viviane Barci de Moraes em uma empresa de aeronaves ligada a Vorcaro.
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Pedido contra Dias Toffoli
No pedido de impeachment de Dias Toffoli, Renan Santos concentra as alegações em operações financeiras relacionadas ao resort Tayayá, no interior do Paraná.
Segundo o documento, fundos de investimento ligados a Daniel Vorcaro teriam repassado cerca de R$ 35 milhões ao empreendimento.
Renan também cita a Maridt S.A., empresa familiar constituída por Dias Toffoli e seus irmãos, que, de acordo com o pedido, manteve participação no empreendimento até meados de 2025.
Para o candidato, essa participação empresarial atribuída ao ministro poderia contrariar as restrições impostas pela legislação à atividade empresarial de magistrados.
A apresentação das denúncias, porém, não significa abertura automática de processo de impeachment. O andamento depende da análise e das decisões internas da Casa.





