Congresso discute projetos que podem mudar futuro da mineração no AM

Dois projetos que estão em análise no Congresso Nacional podem abrir caminho para novos investimentos e empregos no Amazonas. As propostas querem fortalecer a exploração de minerais considerados valiosos para a economia mundial, como potássio, nióbio e terras raras, usados na fabricação de baterias, celulares, carros elétricos, placas solares e fertilizantes.
O primeiro é o Projeto de Lei (PL) 2780/2024, apresentado pelo deputado Zé Silva. A proposta cria uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e prevê incentivos para pesquisas, mineração e novos investimentos no setor. Na prática, isso pode facilitar financiamentos e acelerar projetos considerados estratégicos no país.
Um dos principais exemplos no Amazonas é a mina de potássio de Autazes, apontada como importante para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes importados. O potássio é um dos principais produtos usados na agricultura.
Já o Projeto de Lei (PL) 4443/2025, apresentado pelo senador Renan Calheiros, quer incentivar a instalação de fábricas perto das áreas de mineração. A proposta prevê a criação das chamadas Zonas de Processamento de Transformação Mineral (ZPTM), permitindo que os minerais sejam transformados dentro dos próprios estados produtores.
Se o modelo avançar no Amazonas, o estado poderá atrair indústrias, gerar empregos no interior e aumentar a arrecadação, em vez de apenas exportar matéria-prima para outras regiões ou países.

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A principal diferença entre os projetos é que o texto da Câmara fortalece a política mineral nacional, enquanto o do Senado cria mecanismos para agregar valor aos recursos extraídos.
Em um estado que busca diversificar sua economia para além da Zona Franca de Manaus, as propostas podem representar uma oportunidade de transformar as riquezas minerais do Amazonas em uma nova frente de desenvolvimento econômico e industrial nos próximos anos.





