Presidenciáveis repercutem julgamento do STF sobre investigação de Moraes

A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15/9), que analisa se devem ser abertas investigações sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master, repercutiu entre candidatos à Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) comentaram o julgamento.
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, foi o único que não se manifestou publicamente sobre o julgamento até o momento.
A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retirar o sigilo de documentos da investigação. Entre os materiais divulgados estão mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e atualmente preso, a Moraes.
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro criticou a relação entre o governo federal e integrantes do STF. Em vídeo publicado nas redes sociais e exibido posteriormente no horário eleitoral, afirmou que o governo Lula e parte da Corte integram um “sistema apodrecido”.
Ronaldo Caiado
Caiado defendeu o afastamento imediato de Alexandre de Moraes. O candidato classificou a sessão como um momento de grande relevância para o STF e criticou a atuação de integrantes da Corte. “Eu nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo”, afirmou.

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Romeu Zema
Zema também defendeu a abertura de investigação contra Moraes. Em uma transmissão ao vivo ao lado de seu candidato a vice, Eduardo Girão, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o caso exige esclarecimentos e defendeu a responsabilização de eventuais envolvidos.
Mais tarde, Zema participou de uma manifestação em Brasília convocada por ele e voltou a criticar as declarações de impedimento e suspeição feitas por ministros que ficaram fora da votação.
Live da Manisfestação em Brasília https://t.co/YINeOL3KGk
— Romeu Zema (@RomeuZema) September 15, 2026
Renan Santos
O candidato do Missão criticou o afastamento de Dias Toffoli e Nunes Marques da análise. Toffoli se declarou suspeito por motivo de foro íntimo, enquanto Nunes Marques informou estar impedido de participar da votação. Renan questionou o fato de ministros não participarem da análise de um caso que envolve integrantes do próprio STF.

Augusto Cury
Augusto Cury comentou o julgamento por meio de uma publicação nas redes sociais. O candidato utilizou uma montagem que contrapõe imagens do plenário do STF e de sua campanha para apresentar sua visão sobre o momento político.

O que o STF analisa
O julgamento ocorre após documentos da investigação do Banco Master revelarem mensagens de Daniel Vorcaro enviadas a Moraes. A partir do material, Mendonça determinou diligências para apurar as circunstâncias das comunicações.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou parte das medidas adotadas por Mendonça e defendeu a nulidade do relatório da Polícia Federal relacionado às mensagens, argumentando que o ministro não deveria ter determinado a apuração sobre o destinatário sem provocação do Ministério Público ou da própria PF.
Moraes, por sua vez, contestou a condução da investigação e afirmou durante a sessão que a apuração contra ele é “fraudulenta”. O ministro também acusou Mendonça de ter tomado medidas contra ele e afirmou que poderia apresentar testemunhas para sustentar suas declarações. Mendonça rebateu e classificou uma das afirmações como “mentira”.
O julgamento, portanto, envolve a validade das medidas adotadas na investigação e a possibilidade de abertura de uma apuração sobre a atuação de Moraes, em meio a um confronto público entre os ministros e à repercussão do caso na campanha presidencial.





