Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de manter contato com Willer Tomaz

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de manter contato com o advogado Willer Tomaz. A decisão também determinou que Flávio entregue à Polícia Federal, em até 24 horas, os passaportes comum e diplomático e o proibiu de deixar o Brasil.
As medidas fazem parte de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo os dois e empresas ligadas a plataformas de apostas. Flávio afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (26/10), que foi intimado ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.
O senador atribuiu a decisão a uma declaração do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que teria sugerido que ele deixasse o país caso perdesse a eleição presidencial. Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25/10).
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Investigação envolve suspeita de lavagem de dinheiro
A investigação apura possíveis movimentações financeiras irregulares relacionadas a plataformas de apostas e empresas associadas a Willer Tomaz. Na sexta-feira (23/10), Moraes determinou o bloqueio de bens e valores do advogado até o limite de R$ 6 bilhões, além da quebra de sigilos bancário, fiscal e cambial e da suspensão das atividades de empresas ligadas a ele.
Esse limite não significa que o valor tenha sido localizado ou efetivamente bloqueado. As suspeitas seguem sob investigação e não representam condenação dos envolvidos.





