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Maus-tratos a animais podem virar motivo para demissão por justa causa na CLT, sugere projeto de lei 

Projeto aprovado na Comissão de Trabalho da Câmara inclui crime ambiental entre as hipóteses de dispensa imediata e segue para novas análises
23/01/26 às 15:22h
Maus-tratos a animais podem virar motivo para demissão por justa causa na CLT, sugere projeto de lei 

(Foto: Ilustração – Polícia Ambiental / Divulgação)

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 2459/25, que inclui a prática do crime de maus-tratos contra animais entre as hipóteses de demissão por justa causa. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reforça a responsabilização de condutas consideradas incompatíveis com o vínculo empregatício.

Relator do projeto, o deputado Capitão Alden (PL-BA) defendeu a medida ao afirmar que ela acompanha o avanço da conscientização social sobre a proteção e o bem-estar animal. Segundo o parlamentar, atos praticados fora do ambiente de trabalho podem repercutir no contrato laboral quando, pela gravidade e natureza, comprometem a convivência profissional ou atingem a imagem e os valores institucionais do empregador.

Na justificativa da proposta, o autor, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), argumenta que, embora o crime de maus-tratos a animais já esteja previsto na Lei de Crimes Ambientais, a legislação trabalhista ainda não trata expressamente essa conduta como motivo para dispensa por justa causa. De acordo com o deputado, a ausência dessa previsão gera insegurança jurídica, especialmente para setores que lidam diretamente com a causa animal.


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Entre as instituições impactadas estão clínicas veterinárias, pet shops, ONGs e abrigos de animais, além de empresas de transporte animal.

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

 

 

 

*Com informações de Agência Câmara de Notícias.