Mais de 400 candidatos às eleições 2026 se declaram LGBTQIA+

As eleições de 2026 têm 407 candidatos que se declararam LGBTQIA+, o que corresponde a 2% do total de registros, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Esta é a primeira vez que o TSE implementa um marcador oficial de identidade de gênero no registro de candidatos para uma eleição. Os que se declararam heterossexuais são 10.871 (53,2%). Outros 9.160 (44,8%) optaram por não divulgar essa informação.
Como se distribuem as candidaturas
A distribuição dos candidatos LGBTQIA+ é a seguinte:
- bissexuais: 150 (0,73%);
- gays: 134 (0,66%);
- lésbicas: 86 (0,42%);
- pansexuais: 26 (0,13%);
- assexuais: 11 (0,05%).
A pessoa que se define como pansexual tem atração sexual, romântica ou emocional em relação às pessoas, independentemente de seu sexo ou identidade de gênero. Já o assexual é aquele que sente pouco ou nenhum desejo por contato sexual com outra pessoa.
As legendas de esquerda concentram a maior parte dos candidatos que se declararam LGBTQIA+. Os três partidos com os maiores percentuais são UP (14,9%), Psol (12,7%) e PC do B (8,2%).
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Candidaturas trans crescem 35%
Dos 20.511 candidatos registrados para concorrer às eleições deste ano, 107 são transgênero, número que corresponde a 0,52% do total. Apesar do índice baixo, o percentual de candidaturas trans aumentou 35% em comparação com o pleito de 2022.
Entre as pessoas trans que estão concorrendo, 54 disputam o cargo de deputado estadual, e 50, o de deputado federal. Outras duas pleiteiam vaga de deputado distrital, e uma tenta a de vice-governador.
Em 2022, o país elegeu suas primeiras parlamentares trans, as deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG). Ambas disputam a reeleição em 2026.





