Lula diz que prótese dentária do SUS é mais tecnológica que a de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (14/7) que as próteses dentárias produzidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com tecnologia de impressão 3D são mais modernas do que a usada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A declaração foi feita em tom de brincadeira durante uma audiência com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, no Palácio do Planalto. O encontro celebrou a marca de 3 milhões de emplacamentos de automóveis no Brasil neste ano.
Ao destacar investimentos do governo na ampliação do atendimento odontológico, Lula citou a aquisição de 880 vans equipadas para levar serviços de saúde bucal a regiões de difícil acesso.
“Nós compramos 880 vans para fazer ambulatório odontológico. Ou seja, já que o pobre que está no meio do mato não pode ir na cidade, no dentista, que a gente vá até ele. Inclusive não faz mais molde de dentadura, agora escaneia a boca do cidadão e faz a prótese em uma máquina 3D. O que é uma coisa que, nem a dentadura do Trump é igual essa”, afirmou.
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A menção ao presidente norte-americano ocorre às vésperas da decisão do governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de novas tarifas a produtos brasileiros. A medida é baseada em uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que analisa supostas práticas comerciais consideradas desleais por Washington.
Entre os temas investigados estão o sistema de pagamentos Pix, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e regras de proteção à propriedade intelectual.
Apesar de manter as negociações diplomáticas, o Palácio do Planalto avalia que há poucas chances de evitar o chamado “tarifaço”. Segundo a avaliação do governo brasileiro, os argumentos técnicos apresentados pelo Brasil dificilmente serão suficientes para alterar a decisão norte-americana.
A orientação de Lula é que as negociações sejam mantidas até o anúncio oficial da decisão pelos Estados Unidos. Somente após a divulgação do posicionamento do governo norte-americano, prevista para esta quarta-feira (15), o Planalto deve definir quais medidas adotará em resposta.





