“Lugar de estuprador não é no tatame”, diz Ivo Neto ao denunciar abusos no jiu-jítsu

O vereador Ivo Neto (Democrata) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na terça-feira (2), para denunciar casos de abuso sexual envolvendo professores de jiu-jítsu na capital amazonense e cobrar rigor na apuração das denúncias.
Durante o pronunciamento, o parlamentar relatou que um dos investigados é alvo de acusações de assédio sexual, importunação sexual e estupro. Segundo o vereador, os relatos apontam que o suspeito oferecia caronas às vítimas e, durante o trajeto, mudava o percurso para levá-las a motéis, onde as obrigaria a manter relações sexuais.
Ivo Neto também afirmou que há denúncias de que algumas atletas teriam sido levadas para competições esportivas e posteriormente oferecidas a patrocinadores. As acusações, segundo ele, precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.
Ao abordar o caso, o vereador ressaltou que os episódios investigados não representam a comunidade do jiu-jítsu amazonense nem os profissionais que atuam de forma séria na formação de crianças, jovens e adultos por meio do esporte.
“Esse caso não representa o jiu-jítsu e nem os milhares de professores que dedicam sua vida a ensinar e a mudar vidas nas comunidades da cidade de Manaus”, declarou.
Ex-conselheiro tutelar e faixa-preta de jiu-jitsu, Ivo Neto afirmou que continuará denunciando casos de violência sexual praticados por pessoas que utilizam o esporte para se aproximar de vítimas. O parlamentar defendeu apoio às pessoas que denunciaram os supostos crimes e cobrou atuação firme da Justiça.
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“Crime sexual não pode ter tolerância, não pode ter silêncio e não pode ter impunidade”, afirmou.
Em um dos momentos mais contundentes do discurso, o vereador declarou que pessoas acusadas e condenadas por esse tipo de crime não devem ocupar espaços ligados à formação esportiva de crianças e adolescentes.
As denúncias mencionadas pelo parlamentar ainda são objeto de investigação, e os fatos deverão ser apurados pelos órgãos competentes, garantindo-se o direito à ampla defesa e ao contraditório dos envolvidos.
Casos
Nos últimos anos, o Amazonas registrou denúncias de abuso sexual envolvendo três professores de jiu-jítsu. Os casos, investigados pela Polícia Civil, incluem acusações de estupro, assédio, importunação sexual e coação contra crianças, adolescentes e jovens atletas. No caso mais recente, somente um treinador tem nove denúncias contra ele.
A sucessão de denúncias trouxe à tona discussões sobre segurança, proteção de menores e responsabilização de profissionais que utilizam a posição de confiança no esporte para cometer supostos crimes.





