Roberta Luchsinger chama Lula de “canalha” e diz que fará delação

Em entrevista à CNN Brasil, veiculada no sábado (18/10), a empresária Roberta Luchsinger, investigada por sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e por suspeitas de irregularidades em negócios com órgãos federais, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “canalha” e “mau-caráter”. Ela também disse que pretende fazer uma delação premiada.
Luchsinger, que já havia sido chamada de “pilantra” por Lula, afirmou que teve bens bloqueados e que estaria sofrendo tentativas de silenciamento. “Então, uma atitude canalha, uma atitude covarde, uma atitude de mau-caráter, que é o que ele [Lula] faz. Eu estou sofrendo o que ninguém imagina”, disse.
Questionada sobre a possibilidade de fazer uma delação premiada, ela declarou: “Eu nunca me opus em falar nada. Inclusive, vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o ‘boi de piranha’. Então, assim, o que eu fiz, se for crime, eu vou responder. Na minha cabeça não existe crime. Se for crime, eu vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal”.
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Lulinha é citado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram suspeitas de tráfico de influência no governo. Dois casos estão sob relatoria do ministro André Mendonça, enquanto o terceiro foi distribuído ao ministro Flávio Dino. Também há uma apuração paralela sobre vazamentos de informações. As investigações continuam.
Após a divulgação da entrevista, o governo emitiu uma nota oficial na qual afirmou que Lula não conhece Roberta Luchsinger e nunca manteve contato com ela.
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger. Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimento de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta”, diz trecho da nota.
A nota também questionou a divulgação da entrevista às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.





