Defesa de Bolsonaro diz que arma não localizada está com a Polícia Civil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (7/7) ao Supremo Tribunal Federal que uma das armas que o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília afirmou não ter localizado foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O esclarecimento foi enviado em petição direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, relator da Execução Penal 169/DF.
Segundo o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, a pistola Glock, número de série BDFW477, está atualmente sob custódia da polícia civil em razão de apurações vinculadas à apreensão na blitz (Inquérito Policial 672/2026).
A defesa argumentou que o armamento não havia sido associado ao ex-presidente anteriormente por causa de uma pequena divergência na grafia do número de série no registro da corporação, onde constava “BOFW477” em vez do código correto.
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A manifestação da defesa foi apresentada depois que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao STF, na segunda-feira (6/7), ter entregado à Polícia Federal 6 das 8 armas de Bolsonaro que estavam sob sua guarda. A transferência atendeu a uma ordem de Alexandre de Moraes para repassar o arsenal em até 48 horas.
O comandante do batalhão, tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa, afirmou que duas armas listadas na decisão judicial não estavam no quartel, a pistola Glock em questão e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12.
Em relação à espingarda, os advogados de Bolsonaro justificaram que o ex-presidente recebeu o item de presente, mas nunca o retirou. Segundo eles, o armamento estava sob a guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS). A defesa sugeriu que o STF notifique a empresa para providenciar a apresentação da arma. Outras duas armas do ex-presidente já haviam sido entregues à PF em abril de 2023.





