Nem relação, nem rejeição: Cidade avalia cenário de Tadeu na Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), verbalizou, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (24/2), qual será o principal desafio de uma eventual gestão do vice-governador Tadeu de Souza (PP) a frente do Governo do Estado. Ele poderá assumir o governo a partir de 5 de abril, quando o atual titular do cargo, Wilson Lima (União Brasil), deverá renunciar para disputar o Senado Federal.
“O vice-governador Tadeu de Souza (PP) não tem relação com muitos deputados aqui, mas igualmente não tem rejeição contra ele de muitos deputados na Casa. Vamos esperar o posicionamento do Wilson Lima, se vai sair ou ficar, e ai cada deputado responderá por si”, disse Roberto Cidade, abrindo espaço na sequência para um entendimento com Tadeu: “Da minha parte, sou de diálogo, construção, união e quero ver nosso Estado crescer”, completou.
A fala do presidente da Casa veio após um duro embate com o deputado Daniel Almeida (Avante), que defendeu o direito do prefeito de Manaus ser candidato ao governo e acusou o grupo de Wilson Lima de tentar atingí-lo politicamente com a operação Erga Omnes, da Polícia Civil. Nesta ação foi presa a investigadora da Polícia Civil Anabela Cardoso, que desde 2017 tem sido uma fiel escudeira de David Almeida.
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Composição alterada após mudança de partido
A situação de Tadeu de Souza entre os deputados da Aleam foi alterada com a filiação dele ao Partido Progressista (PP), numa articulação de Wilson Lima que foi vista como uma verdadeira passagem de bastão do governo. Uma nota da Federação União Progressista reforçou essa sensação ao dizer que Wilson disputaria o Senado e Tadeu, no exercício do governo, buscaria a reeleição em outubro. Neste caso batendo chapa com David Almeida, o principal padrinho político dele.
Antes, como aliado de David Almeida ele contaria com o apoio dos quatro deputados estaduais do Avante: Abdalla Fraxe, Daniel Almeida, Mayra Dias e Wanderley Monteiro. Com apenas essa bancada, Tadeu não conseguiria barrar um processo de impeachment aberto na casa.
Contando com o apoio de Abdalla, que era visto como o virtual líder de um governo de Tadeu pelo Avante, era possível trazer para o arco dele os deputados Felipe Souza (PRD), Rozenha (PMB), Carlinhos Bessa (PV) e Wilker Barreto do partido Mobiliza.
Longe do Avante e com a bênção de Wilson Lima, Tadeu de Souza poderia ter uma base aliada que chegaria a mais de dez deputados, posto que uma parte dos que estão com Wilson hoje vão migrar para a candidatura do senador Omar Aziz, casos, por exemplo, de Alessandra Campelo (Podemos), Sinésio Campos (PT) e Christiano D’Angelo (MDB).





