Daniel Almeida exonera companheira de PM suspeito de estupro em Manaus

(Fotos: Reprodução / Rede Onda Digital)
O deputado Daniel Almeida exonerou uma assessora de seu gabinete após tomar conhecimento de seu envolvimento em um caso que ganhou repercussão em Manaus. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (28), durante sessão na Aleam.
Segundo a deputada Alessandra Campelo, a mulher é companheira de um policial militar preso, acusado de violentar uma vítima. Após o crime, ela teria participado de uma ação para pressionar a vítima a desistir da denúncia, o que ampliou a gravidade do caso e gerou forte repercussão política.
“Deputada Alessandra, esse é um caso muito sensível. Parabenizo a senhora pela iniciativa e quero dizer que a [nome preservado pela reportagem] fazia parte do meu gabinete, mas ela já foi exonerada. Eu espero que a justiça seja feita”, afirmou o parlamentar.
O deputado ponderou que todos os assessores estão sujeitos a erros e que não é possível fiscalizar a conduta fora do ambiente de trabalho.
“A gente não tem como fiscalizar um assessor quando ele sai daqui do gabinete. A gente não tem como fazer isso. Eu sinto muito pelo acontecido e espero que a justiça seja feita”, completou.
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão após Alessandra Campelo divulgar, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27), que uma jovem foi estuprada por um policial militar durante uma abordagem de rotina no início de abril. O PM já respondia a outro processo por estupro há mais de dois anos.
Após a prisão do agente, a companheira dele e outras duas pessoas supostamente teriam armado uma emboscada, se passando por servidores da Procuradoria da Mulher, para tentar convencer a vítima a retirar a denúncia, oferecendo R$ 100 mil.
A vítima foi mantida sob cárcere por cerca de duas horas, mas resistiu à pressão e manteve a acusação. Por meio da procuradoria Campelo acionou o governador interino, Roberto Cidade (União Brasil), que determinou proteção à mulher e a seus dois filhos, que foram abrigados em local seguro.
Campelo diz ter sido usada por casal
Em seu pronunciamento nesta terça, Alessandra Campelo também trouxe novos detalhes. Ela revelou que a companheira do suspeito e o próprio policial iam ao seu gabinete há cerca de seis anos, durante quase um ano, levando denúncias e se passando por “justiceiros”.
A deputada disse que acreditou neles, mas depois descobriu que as denúncias que ela protocolava na Aleam eram usadas pelo casal para extorquir as vítimas. “Eu era usada, como outros parlamentares aqui eram usados por eles”, afirmou Campelo.
Outros deputados, como Rozenha, professora Jacqueline, Thiago Abrahim e Joana Darc, também se manifestaram na sessão, elogiando o trabalho da Procuradoria da Mulher e cobrando celeridade nas investigações. A Polícia Civil investiga o caso.





