Candidato a deputado federal coloca STF, combate às facções e ZFM entre prioridades

O candidato a deputado federal Hissa Abrahão apresentou, em entrevista ao Onda News, nesta terça-feira (01/09), as principais bandeiras que pretende defender caso seja eleito.
Segundo ele, sua atuação na Câmara dos Deputados será baseada em um “tripé” formado pelo enfrentamento ao que classifica como abusos do Supremo Tribunal Federal (STF), o combate às facções criminosas e a transformação da Zona Franca de Manaus em um modelo de economia circular.
Ao falar sobre o primeiro ponto, Hissa afirmou que pretende ser uma voz do Amazonas contra decisões e condutas de ministros do STF que, na avaliação dele, ultrapassariam os limites da atuação do Judiciário.
O candidato defendeu, inclusive, a possibilidade de impeachment de ministros da Corte. Ele citou como exemplo contratos envolvendo a esposa de um ministro e também criticou decisões monocráticas tomadas pelo Supremo.
Hissa também afirmou que pretende atuar em defesa da liberdade de imprensa e do sigilo da fonte jornalística. Para ele, medidas que permitam identificar pessoas que repassam informações a jornalistas podem provocar um efeito de intimidação sobre denúncias à imprensa.
Na avaliação do candidato, o Judiciário precisa se concentrar em suas atribuições e evitar o que chamou de “ativismo político”. Hissa citou nominalmente os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes ao fazer críticas à atuação do Supremo.
Combate às facções
O segundo eixo apresentado por Hissa é o combate às facções criminosas. Durante a entrevista, ele afirmou que o avanço desses grupos representa um problema de soberania e defendeu o aumento do custo da prática criminosa por meio do fortalecimento da punição.
Segundo o candidato, as facções passaram a exercer domínio sobre territórios e serviços em comunidades, citando situações envolvendo venda de gás, internet, coleta de lixo e outros serviços. Ele também afirmou que moradores acabam mudando hábitos e horários por medo da criminalidade.
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Hissa defendeu uma política de endurecimento contra o crime baseada na ideia de elevar o risco para quem decide ingressar em atividades criminosas. Na visão apresentada por ele, o criminoso avalia o custo de cometer um delito e, por isso, o Estado deveria aumentar a possibilidade de punição e reduzir as chances de impunidade.
O candidato também afirmou que a maior parte da população de baixa renda é honesta e que o Estado precisa atuar para impedir que uma parcela das comunidades seja atraída pelas organizações criminosas.
Zona Franca com economia circular
O terceiro ponto do plano apresentado por Hissa envolve diretamente a economia do Amazonas. Ele propõe transformar a Zona Franca de Manaus em um modelo de empreendedorismo e economia circular.
A ideia, segundo o candidato, é vincular a manutenção de incentivos fiscais a investimentos das empresas em ciência e tecnologia e ao desenvolvimento de produtos que reduzam impactos ambientais e permitam maior reaproveitamento de matérias-primas.
Hissa argumentou que o modelo precisa conciliar produção, consumo e preservação ambiental. Para explicar a proposta, citou o desenvolvimento de materiais alternativos ao vidro tradicional a partir do curauá, planta amazônica que, segundo ele, poderia ser utilizada em pesquisas para a criação de um “biovidro”.
Na visão apresentada pelo candidato, a mudança dependeria da participação conjunta de universidades, setor produtivo, poder público e sociedade. Ele reconheceu que uma transformação desse porte não ocorreria em poucos meses, mas defendeu que o debate seja iniciado para mudar a forma de produção e consumo.





