Caiado diz que governaria com emendas, mas critica modelo impositivo no Brasil

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira (7) que, se eleito, governaria “tranquilamente” com emendas parlamentares. Segundo ele, no entanto, os recursos deveriam estar alinhados ao plano de governo do Poder Executivo.
Em entrevista à GloboNews, Caiado classificou o cenário atual como uma “desestruturação do presidencialismo” e criticou as chamadas emendas impositivas, recursos do Orçamento indicados por parlamentares cujo pagamento é obrigatório pelo governo, desde que cumpridos os requisitos legais.
“Nunca teve uma emenda impositiva enquanto fui senador e deputado. Nunca vi isso na minha vida. Você tem uma desordem institucional hoje completa”, afirmou.
Segurança pública
Durante a entrevista, o candidato também apresentou propostas para o combate ao crime organizado. Caiado afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar as facções criminosas como “terroristas domésticos” já no primeiro dia de governo.
Segundo ele, a medida permitiria ampliar a atuação das forças de segurança federais no combate ao tráfico de drogas, especialmente na região amazônica. Nesse sentido, defendeu o emprego das Forças Armadas em operações na região, incluindo a participação da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em áreas de fronteira, rios e aeroportos.
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O candidato também propôs a criação de uma polícia transnacional na América do Sul, reunindo os dez países que fazem fronteira com o Brasil.
Ao falar sobre segurança, Caiado criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o partido é “conivente com o narcotráfico”. Ele também se mostrou contrário ao uso de câmeras corporais por policiais militares, modelo adotado em São Paulo.
Relação com Flávio Bolsonaro
Caiado também foi questionado sobre as críticas recentes ao candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O candidato do PSD afirmou que mudou sua postura diante de novos fatos e citou as informações envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo Caiado, inicialmente ele preferiu não fazer críticas para permitir que Flávio apresentasse explicações sobre as denúncias. “Se tem uma denúncia, a pessoa que vá lá e se defenda”, afirmou.
O candidato acrescentou que considera importante que os envolvidos apresentem documentos e esclarecimentos sobre eventuais acusações antes de qualquer julgamento.
Caiado também afirmou que, ao longo de sua trajetória política, nunca esteve envolvido em casos como mensalão, rachadinha, petrolão, fraudes no INSS ou no Banco Master.





