Caiado diz que Flávio não entende de agro e o chama de “peru de Natal” de Lula

O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, usou entrevista ao canal MyNews para reforçar sua ligação histórica com o agronegócio diante do apoio que parte do setor tem dado a Flávio Bolsonaro (PL). Questionado sobre o tema, o ex-governador de Goiás afirmou: “Eu sou a raiz, eu não sou sabor agro”.
A declaração foi apresentada por Caiado como uma forma de diferenciar sua trajetória no setor da aproximação mais recente do adversário com produtores rurais.
Caiado cita experiência e critica juros altos
Durante a entrevista, Caiado listou sua atuação em políticas agrícolas e disse que Flávio Bolsonaro “não entende” do assunto para debater com ele. “Onde você tem agricultura investindo e abrindo fronteira, a renda per capita, a saúde, a escolaridade e a condição de vida das pessoas são melhores”, afirmou, citando como exemplos o Matopiba, Goiás e Mato Grosso.
O pré-candidato também criticou o que classificou como desmonte de políticas estruturantes para o setor durante governos do PT, incluindo a Embrapa. Segundo ele, o agronegócio enfrenta dificuldades para produzir devido à atual taxa de juros, problema que, na sua avaliação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não resolveu.
Diferença de estrutura de campanha explicaria distância com eleitorado do agro
Questionado sobre por que seu discurso não se converte em apoio de um setor hoje mais alinhado a Flávio Bolsonaro, Caiado respondeu que seu eleitorado no agronegócio “ainda não acordou”.
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Ele atribuiu essa diferença a fatores como estrutura de campanha, lembrando que passou a contar com partido apenas após o apoio de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, enquanto o adversário do PL tem organização política montada há mais de oito anos.
Caiado diz que Flávio seria o “peru de Natal” de Lula
Ao ser perguntado se seu maior desafio é vencer Lula ou vencer Flávio Bolsonaro, Caiado disse que precisa superar o candidato do PL no primeiro turno, pois, segundo ele, a candidatura de Flávio representaria o adversário que Lula deseja enfrentar no segundo turno, expressão que descreveu como “peru de Natal”. Na avaliação do pré-candidato do PSD, Flávio chegaria a essa etapa “tendo que ficar se explicando” sobre denúncias que o envolvem.
Caiado também questionou a capacidade de gestão do adversário, afirmando que “não se aprende a governar na Presidência da República” e defendendo que a experiência prévia em cargos públicos, que afirma possuir e que Flávio não teria, é o que diferenciaria um candidato capaz apenas de vencer uma eleição de outro capaz de entregar resultados.
Segurança pública, anistia e críticas ao governo federal
Sobre milícias, Caiado afirmou que quem utiliza estrutura de proteção para praticar crimes é “mais bandido ainda” e disse não haver diferença entre criminosos “de direita” ou “de esquerda”. Em segurança pública, citou sua atuação como governador de Goiás e defendeu medidas mais rígidas contra feminicídio, incluindo o confisco de bens de agressores.
O pré-candidato criticou ainda o crédito extraordinário liberado pelo governo Lula, apontando-o como fator para os juros altos, e afirmou que, se eleito, concederá anistia “ampla, geral e irrestrita” a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro logo no primeiro dia de mandato.





