‘Banho de Sol’ narra bastidores da prisão de Lula em Curitiba

O agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho relata bastidores dos 580 dias em que Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso em Curitiba no livro Banho de Sol: os 580 dias de Lula na prisão. A obra, publicada pela WMF Martins Fontes, foi lançada em 3 de novembro e reúne registros em formato de diário.
No relato sobre a chegada de Lula à sede da PF, em 6 de abril de 2018, Chastalo descreve a operação de segurança e as manifestações que acompanharam o trajeto de helicóptero entre o aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), e Curitiba. Segundo o agente, tripulantes de outras aeronaves fizeram comentários hostis pelo rádio; o comandante da PF os repreendeu, e uma controladora de voo lembrou que as comunicações eram gravadas. A preparação para receber o ex-presidente, diz o livro, durou três dias e envolveu quatro planos.
Em um registro de 20 de abril de 2018, Chastalo conta que providenciou pão francês com mortadela para Lula e que os dois conversaram durante o banho de sol. O agente atribui ao então ex-presidente críticas ao juiz Sergio Moro e à condução do processo. Segundo o livro, Lula disse que provaria que Moro “está errado e foi muito injusto”. Também teria afirmado que “80% da população brasileira não tem a mesma condição” que ele tinha na prisão, ao comentar as condições de sua custódia.
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Chastalo afirma que as conversas com Lula eram, em geral, sobre política. O livro registra comentários do ex-presidente sobre Marina Silva, de quem disse ser amigo havia décadas, mas que estaria “muito carola”. O agente também relata que Lula falava sobre a falta que sentia de atividades cotidianas e demonstrava confiança de que venceria a eleição presidencial de 2018.





