Fundador do PDT e ex-ministro do Trabalho, Manoel Dias morre aos 88 anos

O ex-ministro do Trabalho e um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Manoel Dias, morreu nesse sábado (22), aos 88 anos, em Florianópolis, Santa Catarina. Ele estava internado após o agravamento do quadro de saúde provocado por um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2025. A causa da morte não foi divulgada.
Manoel Dias teve uma trajetória de mais de seis décadas na vida pública e esteve entre as lideranças que ajudaram a fundar o PDT em 1980, ao lado de Leonel Brizola e outros nomes do trabalhismo brasileiro. Ele também presidiu o partido em Santa Catarina.
Em 2013, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego, onde permaneceu até outubro de 2015.
Natural de Içara, no Sul de Santa Catarina, Manoel Dias iniciou a carreira política como vereador do município, em 1962, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Quatro anos depois, foi eleito deputado estadual pelo MDB e exerceu mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina entre 1967 e 1971.
A trajetória política foi marcada também pela perseguição durante a ditadura militar. Manoel Dias teve o mandato cassado em duas ocasiões. Em 1964, ficou preso durante 11 meses e, em 1969, teve os direitos políticos suspensos por dez anos.
Ao longo da carreira, manteve ligação com o trabalhismo e com a defesa dos direitos dos trabalhadores. Sua atuação no PDT também o aproximou da história de Leonel Brizola e da Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini.
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Em nota, o PDT e a Fundação Leonel Brizola lamentaram a morte e destacaram a trajetória de Manoel Dias na defesa da democracia, do trabalhismo e dos trabalhadores.
“Uma vida inteira dedicada ao trabalhismo, à democracia e à defesa dos trabalhadores”, afirmou a nota.





