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Isolamento, medo e mudanças: veja sinais de bullying na escola e como agir

O bullying não se limita a agressões físicas, manifestando-se também por meio de ofensas verbais, humilhações e exclusão
16/02/26 às 13:00h
Isolamento, medo e mudanças: veja sinais de bullying na escola e como agir

Foto: Divulgação

Com o retorno das atividades escolares, cresce a preocupação com casos de bullying e cyberbullying nas escolas. Desde 2024, as duas práticas passaram a ser tipificadas como crime no Código Penal, conforme a Lei nº 14.811, prevendo responsabilização dos envolvidos.

O bullying não se resume a agressões físicas. As condutas incluem ofensas verbais, humilhações repetitivas, exclusão social e ataques à dignidade da vítima, além de perseguições e constrangimentos no ambiente virtual. Especialistas alertam que os impactos podem ser profundos, afetando o desenvolvimento emocional e psicológico de crianças e adolescentes.

A delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), destaca que é importante romper com a ideia de que esse tipo de crime seja apenas “brincadeira”. O bullying não se limita a agressões físicas, manifestando-se também por meio de ofensas verbais, humilhações constantes, exclusão social e ataques à dignidade da vítima, podendo causar impactos significativos no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

“É preciso falar mais sobre isso, pois o bullying foi normalizado em outras épocas. A orientação é que os familiares estejam atentos a sinais de alerta, como isolamento repentino, recusa em frequentar o ambiente escolar, mudanças bruscas de comportamento e queda no rendimento escolar”, orientou Mayara.


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Entre os principais sinais de alerta estão isolamento repentino, recusa em frequentar a escola, mudanças bruscas de comportamento, queda no rendimento escolar, ansiedade e tristeza constante.

Em situações suspeitas ou confirmadas, a orientação é comunicar a direção da escola e buscar os canais oficiais de denúncia, como as delegacias especializadas. A atuação rápida é considerada essencial para interromper o ciclo de violência e garantir proteção às vítimas, promovendo um ambiente escolar mais seguro e respeitoso.

Nos ambientes digitais

Além dos casos registrados no ambiente escolar, o cyberbullying também preocupa autoridades e especialistas. A prática ocorre por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos on-line e outras plataformas digitais, ampliando o alcance das agressões.

De acordo com o delegado Henrique Brasil, titular da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), o bullying virtual pode invadir o ambiente familiar e se espalhar rapidamente. “O cyberbullying é tão nocivo quanto o bullying presencial e, nesse contexto, ultrapassa os muros da escola, ocorrendo de forma contínua e com rápida disseminação de conteúdos ofensivos”, explicou.

Assim como nos casos presenciais, o delegado orienta que “é importante monitorar o uso de celulares e da internet por crianças e adolescentes. Diálogo, orientação e supervisão são fundamentais para interromper ciclos de violência”.

No âmbito da responsabilização, o delegado Luiz Rocha, titular da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), reforça que bullying e cyberbullying não devem ser tratados como brincadeiras. “A partir da denúncia, é possível identificar os responsáveis, cessar a prática e proteger as vítimas”.

As denúncias podem ser feitas pelo disque 197, da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Segundo as autoridades, a comunicação é fundamental para identificar responsáveis, cessar as agressões e garantir proteção às vítimas.

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