Juiz sequestrado em São Paulo já havia sido vítima de crime semelhante em 2021

(Foto: Reprodução/divulgação)
O juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), Samuel Magro, já havia sido vítima de um sequestro em 2021, informou a Polícia Civil de São Paulo nesta semana. Segundo as investigações, o caso mais recente, ocorrido no domingo (18/1), foi um sequestro relâmpago por oportunidade e não teve relação com o cargo ocupado pelo magistrado.
De acordo com o delegado Fabio Nelson, coordenador da Delegacia Antissequestro, o crime atual não foi planejado. Magro foi abordado de forma aleatória por dois homens armados ao parar o carro na Avenida Rebouças, nas proximidades da Rua Oscar Freire, área nobre da capital paulista. Em seguida, ele foi levado para um cativeiro em Osasco, na Grande São Paulo, enquanto outros integrantes da quadrilha conduziam o veículo da vítima.
Ainda segundo a Polícia, o sequestro não teve motivação profissional. “Foi um sequestro relâmpago por oportunidade. A rotina da vítima não foi estudada”, afirmou o delegado.
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Durante o período em que esteve sob o poder dos criminosos, Magro foi autorizado a atender uma ligação do companheiro. Na conversa, ele utilizou uma palavra-chave previamente combinada, o que levantou suspeita imediata. O companheiro acionou o 58º Distrito Policial, dando início às investigações que resultaram no resgate da vítima.
O juiz ficou cerca de 30 horas em cativeiro e foi agredido pelos sequestradores. No local, a Polícia prendeu quatro criminosos. O quinto integrante da quadrilha foi capturado pouco depois. Segundo o delegado-geral Artur Dian, o grupo conta com integrantes que já possuem antecedentes criminais, incluindo um menor de idade.
Os criminosos chegaram a tentar realizar transferências bancárias usando o celular da vítima e também enviaram mensagens ao porteiro do prédio autorizando a entrada de terceiros no apartamento. Apesar disso, desistiram de ir até o imóvel, e nenhum objeto pessoal foi levado.
O resgate foi realizado por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Os cinco suspeitos foram encaminhados à Delegacia Antissequestro, no prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro da capital. A Polícia investiga a possível participação de outros envolvidos.






