Corretora temia síndico antes de morrer; polícia revela detalhes sobre crime

Daiane Alves Souza desapareceu dentro do prédio onde mora em Caldas Novas, GO
(Foto: Reprodução).
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, demonstrava medo do síndico do prédio onde morava nas vésperas do seu desaparecimento em dezembro último. A informação foi confirmada pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (28/1).
Segundo os investigadores, Daiane tinha uma “relação conflituosa” com o síndico do seu condomínio, Cléber Rosa de Oliveira. O atrito entre os dois já durava mais de um ano e meio e teve origem em uma disputa comercial ligada à administração e à exploração de imóveis de temporada dentro do próprio prédio.
De acordo com o delegado André Barbosa, o ponto inicial do conflito foi a mudança na administração de seis apartamentos da família da vítima.
“Até então a administração dos apartamentos da família da Daiane era feita pelo síndico. Então, há um atrito aí, uma questão de relação comercial. Em novembro de 2024, a família da Daiane tira a administração do prédio e, a partir daí, inicia uma série de desavenças”.
Em 11 de dezembro, seis dias antes do seu desaparecimento, Daiane obteve trânsito em julgado em uma ação movida contra o condomínio, que lhe daria acesso a todas as áreas do prédio. Isso escalou ainda mais o conflito com o síndico.
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A Polícia Civil afirmou que desligar o fornecimento de energia fazia parte do modus operandi do síndico. Moradores relataram que ele já havia cortado a energia em outras situações, inclusive durante uma assembleia virtual para eleição de síndico. Daiane já tinha relatado a pessoas próximas que essa prática era comum e que o síndico desligava a sua energia de propósito.
No dia do desaparecimento dela, em 17 de dezembro, a luz teria sido desligada de novo como forma de atraí-la para uma armadilha. As últimas imagens de Daiane com vida foram gravadas pelo elevador do prédio. Ela não foi mais vista nem foi filmada deixando o condomínio.
Imagens de câmeras externas mostraram Cléber deixando o condomínio com a capota da picape fechada e retornando cerca de 48 minutos depois, já com a capota aberta. O trajeto levou os investigadores até uma estrada rural conhecida por ele, a cerca de 15km de Caldas Novas.
Ao ser confrontado pela polícia, Cléber adotou um “estado colaborativo” e conduziu os agentes até o local onde escondeu o corpo. Ele foi preso na madrugada desta quarta-feira (28), após confessar o crime. Ele afirmou que matou Daiane após uma discussão no subsolo e que agiu sozinho.

O filho de Cléber, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso. A investigação aponta que ele pode ter auxiliado na ocultação de provas. No mesmo dia do desaparecimento, Maykon comprou um celular novo, que, segundo os investigadores, pode ter sido entregue ao pai para dificultar o rastreamento de comunicações.
A polícia segue apurando o possível envolvimento de outras pessoas no crime.
*Com informações de Metrópoles






