Quem é MC Negão Original, funkeiro citado em operação que apura golpes milionários em SP

(Foto: Reprodução/Podpah)
O cantor de funk MC Negão Original, nome artístico de João Vitor Ribeiro, de 28 anos, foi citado pela Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (24/02) durante a operação “Fim da Fábula”, que investiga um esquema de fraudes digitais e lavagem de dinheiro com movimentação milionária. A ação é coordenada pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic), em parceria com o Ministério Público de São Paulo, e ocorre de forma interestadual.
Segundo os órgãos envolvidos, a operação cumpre 173 mandados judiciais, sendo 120 de busca e apreensão e 53 de prisão temporária, com alvos em cidades de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A Justiça também determinou bloqueio e restrição de bens/valores ligados aos investigados.
Ostentação nas redes e números altos no streaming
MC Negão Original ganhou projeção nacional com uma imagem pública ligada à ostentação e à ascensão rápida com vídeos e conteúdos em redes sociais. No Spotify, o artista aparece com mais de 11 milhões de ouvintes mensais, impulsionado por faixas como “Medley de Igaratá” e “Pirocada Quente”.
Em entrevistas e perfis publicados sobre o cantor, ele relata uma trajetória com episódios de vulnerabilidade na juventude, além de mencionar vínculos com a religião evangélica e o interesse em seguir outros caminhos a partir da música.
Além do funk, o artista também foi associado a trabalhos audiovisuais e já teve o nome ligado à série “DNA do Crime”, da Netflix, em participações divulgadas pela imprensa especializada.
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O que a operação investiga
A “Fim da Fábula” apura golpes aplicados em larga escala por meio de estruturas digitais e, conforme divulgado pelas autoridades e por veículos que acompanharam a ação, o esquema envolve diferentes modalidades de fraude, como o “golpe do INSS”, o “falso advogado” e a chamada “mão fantasma”, além do uso de mecanismos para ocultar a origem do dinheiro.
O que diz a defesa
Em nota divulgada nas redes, a defesa de MC Negão Original afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos e que, por isso, não seria possível fazer uma análise técnica completa neste momento. O advogado também sustentou que transações ligadas ao artista teriam origem lícita e que eventuais esclarecimentos serão prestados no processo.
As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil deve detalhar novos desdobramentos após a análise do material apreendido e o avanço das diligências.





