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PF apura irregularidades em R$ 390 milhões da previdência no Amazonas

PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro
06/03/26 às 08:38h
PF apura irregularidades em R$ 390 milhões da previdência no Amazonas

(Foto: Divulgação / PF)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (6/3) a Operação Sine Consensu para apurar irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas (Amazonprev). A investigação aponta que cerca de R$ 390 milhões foram aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas entre junho e setembro de 2024, em desacordo com normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos previdenciários.

A ação conta com apoio do Ministério da Previdência Social. Policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro. A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de três servidores da Amazonprev por 90 dias.

(Foto: Divulgação / PF)

Auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas realizadas pela Amazonprev no período investigado:

– Banco Master: R$ 50 milhões (junho/2024)
– Banco Daycoval: R$ 50 milhões (agosto/2024)
– Banco BTG Pactual: R$ 40,7 milhões (setembro/2024)
– Banco C6 Consignado: duas operações de R$ 125 milhões cada (setembro/2024)


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Segundo a PF, as aplicações foram feitas em desacordo com recomendações anteriores do Comitê de Investimentos da Amazonprev. Em alguns casos, não houve aprovação formal da diretoria ou do comitê, e os recursos foram destinados a bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência.

(Foto: Divulgação / PF)

As operações foram intermediadas principalmente pelas corretoras Terra Investimentos e Mirae Asset, utilizadas de forma reiterada nas aplicações sem demonstração de critérios objetivos para escolha ou comparação de custos e riscos, conforme apontam as investigações.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão temerária e corrupção. A operação segue em andamento.

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