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Modelo da Zona Franca de Manaus segue como pilar da economia amazonense

Segurança Jurídica trazida pela Reforma Tributária permitiu avanços no ano passado, mas para o futuro será preciso resolver a questão fundiária
05/03/26 às 12:47h
Modelo da Zona Franca de Manaus segue como pilar da economia amazonense

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) promoveu, nesta quinta-feira (5), uma sessão especial em homenagem aos 59 anos da Superintendência da Zona Franca de Manaus. A iniciativa foi do deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza), que destacou a importância do modelo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado.

O atual superintendente, Bosco Saraiva, fez um apanhado histórico do modelo, destacando os esforços políticos dos amazonenses que influenciaram na decisão do então ministro da Fazenda, Roberto Campos, para a edição do decreto 288/1967. Ele ressaltou ainda que nos primórdios a Zona Franca abarcava todos os segmentos da economia, a indústria, o comércio e a agropecuária.

“Vencemos quase seis décadas com uma coisa que nos perturbava todos os dias: a insegurança jurídica, que desapareceu após a reforma tributária”, afirmou Bosco.

O superintendente destacou que o setor de atração de novos negócios apresentou um desempenho recorde após a reforma, pois a segurança jurídica estava garantida.

“E não fosse a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não teríamos aprovado, no formato que foi para a Constituição, a Reforma Tributária, não teríamos esse desempenho”, disse o superintendente, pedindo palmas simbólicas para Lula.

Num balanço da gestão pós-reforma, Bosco disse que, em dois anos, o setor de novos projetos resultou em 195 novas fábricas que estão em implantação e o setor de diversificação tem inúmeros novos produtos que estão sendo feitos em Manaus por conta do avanço da Indústria 4.0, fechando o ano de 2025 com um estoque de mais de 132 mil trabalhadores formais no “chão de fábrica”.


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Questão fundiária é o novo desafio

Uma das preocupações que ficará para o próximo superintendente é a questão fundiária, que está sendo encaminhada em tratativas com a Prefeitura de Manaus, por meio do Implurb, para a implantação do novo Distrito Industrial 3, que poderá ser instalado na região do bairro Lago Azul, após a barreira policial das rodovias BR-174 e AM-010.

“Esse é um problema que precisa ser resolvido, pois não adianta irmos para feiras em Xangai, com a turma falando mandarim, rodar o mundo, se chegar aqui e o preço do metro quadrado estiver nas alturas, pois o Paraguai está aqui próximo oferecendo de graça”, afirmou Bosco Saraiva, que vai deixar o posto até o final deste mês para concorrer a uma vaga justamente na Aleam. 

Na avaliação de Wilker Barreto, a Zona Franca cumpre a missão dela de gerar emprego e riqueza em Manaus, mas está faltando levar políticas públicas para os municípios do interior e assim diminuir as desigualdades existentes entre a capital e os demais municípios. “Cabe a nós, legisladores, fazer isso”, destacou.

Uma das oportunidades de fazer a redução da desigualdade, conforme Wilker, os parlamentares terão na votação da  Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027, que é tradicionalmente encaminhada à Aleam no primeiro semestre. “Nela poderemos ver o que é possível melhorar neste modelo econômico, um trabalho que é para ontem”, afirmou o deputado.

Wilker também ressaltou a importância de transformar em constantes os bons números da Zona Franca de Manaus, o que permitiria ao amazonense uma vida sem grandes sobressaltos. “Lembro ainda que estudos científicos comprovam: ‘sem Suframa, não tem ciclos das chuvas neste país’; os rios voadores nascem aqui e quanto mais a floresta for preservada, maior a garantia de água e chuva para o Sudeste e Centro-Oeste, coração do agronegócio”, finalizou.

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