O advogado Ralph Tórtima Filho, da defesa dos três brasileiros acusados de agressão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no aeroporto de Roma, em julho deste ano, divulgou nesta segunda (30) um documento da polícia italiana. No ofício, a corporação diz ter examinado as imagens e não ver crime no ocorrido.
O advogado defende Roberto Mantovani Filho, Andréa Mantovani e Alex Zanatta. Eles supostamente teriam xingado Moraes e sua família, que estavam em viagem pela Itália, e Mantovani supostamente teria agredido o filho do ministro, Alexandre Barci de Moraes.
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No documento, a polícia italiana afirma que não houve crime.
“Não identificando nos fatos ocorridos crimes que pudessem ser processados […], o resultado da averiguação feita mediante a observação das filmagens foi enviada à autoridade judiciária […] como um fato que não constitui crime”, diz o texto, que é assinado pelo comissário Fernando Speziali.
“O texto destaca um único contato digno de nota, o momento em que, durante a discussão, Alexandre agitou o braço esquerdo e tocou de leve a nuca de Roberto. Roberto fez o mesmo, e ‘impactou levemente’ os óculos de Alexandre”, narrou Speziali.
A Polícia Federal brasileira, no entanto, emitiu relatório no começo de outubro no qual afirmou que Roberto “parece ter batido as costas da mão direita” no rosto de Alexandre Barci.
Moraes disse em depoimento à PF que Roberto e Andreia o atacaram verbalmente, e o acusaram de ter “fraudado as urnas e roubado as eleições“. Os suspeitos negam a agressão e afirmam que Roberto usou as mãos para “afastar Alexandre Barci” e defender a esposa.
Eles respondem ao processo em liberdade. Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos acusados em Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo. Um computador e um celular foram apreendidos.