Após dez meses de investigações, a Polícia Federal (PF) de São Paulo anunciou nesta terça, 30/01, que concluiu o inquérito contra o influenciador fitness Renato Cariani. Ele é suspeito de desviar produtos químicos para a produção de toneladas de drogas para o narcotráfico.
O relatório final da PF indicia Cariani pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Além dele, Roseli Dorth, sócia de Renato, e Fabio Spinola, amigo do influenciador, também foram indiciados.
A investigação não pediu as prisões dos três indiciados. Todos respondem em liberdade.
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A conclusão da PF foi encaminhada para o Ministério Público Federal (MPF), que poderá ou não denunciar o grupo pelos crimes. Caberá depois à Justiça Federal decidir se o trio deverá ser julgado pelas eventuais acusações. Caso sejam condenados, poderão ser presos.
Renato é um dos maiores influenciadores do segmento fitness nas redes sociais. No Instagram, ele tem 7,3 milhões de seguidores. Seu canal no YouTube conta com 6,3 milhões de inscritos e sua conta no TikTok tem mais de 1 milhão de pessoas.
Eles e os demais indiciados são acusados de usar uma empresa para falsificar notas fiscais de vendas de produtos para multinacionais farmacêuticas. Mas os insumos não iam para essas empresas: ao invés disso, eram desviados para a fabricação de cocaína e crack, drogas que, de acordo com a investigação, abasteciam uma rede criminosa de tráfico internacional comandada por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação informa ter provas do envolvimento deles, sócios da empresa Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., no esquema criminoso, a partir de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial de conversas e trocas de mensagens.
A defesa de Renato Cariani informou via nota que “o indiciamento ocorreu de forma precipitada, em 18 de dezembro de 2023, antes mesmo de Renato ter tido a oportunidade de prestar esclarecimentos”. Dizem, ainda, que “as conclusões da Autoridade Policial expostas no relatório são equivocadas, e vêm sendo contraditadas no curso do procedimento”.
*Com informações de G1 e CNN Brasil