Trump diz que não pretende ordenar captura de Putin: “Ele tem medo dos Estados Unidos da América”

(Foto: Casa Branca)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não considera necessária a autorização de uma operação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao comentar os desdobramentos da guerra na Ucrânia. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9/1), durante encontro com executivos do setor de energia, em Washington.
Ao responder a questionamentos de jornalistas, Trump disse acreditar que o conflito pode ser resolvido sem esse tipo de ação e afirmou ter mantido, ao longo dos anos, uma relação direta com o líder russo. Segundo o presidente norte-americano, a guerra se mostrou mais complexa do que o inicialmente previsto, apesar da expectativa de uma solução mais rápida.
Trump citou o elevado número de mortes recentes e a situação econômica da Rússia como fatores que, na avaliação dele, podem acelerar um desfecho para o conflito.
“A economia russa está em má situação. Acho que vamos acabar resolvendo isso. Gostaria que tivéssemos conseguido mais rápido”, disse.
De acordo com o presidente, cerca de 31 mil pessoas teriam morrido apenas no último mês, muitas delas integrantes das forças russas.
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Em outra declaração, Trump disse que Putin não se sente pressionado por lideranças europeias, mas considera o poder dos Estados Unidos como o principal elemento de influência sobre Moscou. Segundo ele, o peso político e militar norte-americano seria decisivo nas negociações.
“Eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América, liderados por mim” declarou.
As falas ocorrem em meio a encontros diplomáticos em Paris, que reúnem representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países aliados de Kiev. As negociações buscam alinhar os termos de um acordo de paz que Washington pretende apresentar à Rússia.
Desde o início do atual mandato de Trump, os Estados Unidos passaram a atuar como mediadores no conflito, deixando de exercer apenas o papel de apoio ao governo ucraniano. A estratégia da Casa Branca é construir um entendimento entre Kiev e Moscou e tentar viabilizar a adesão russa ao acordo proposto.
(*)Com informações do G1






