Trump lança Conselho da Paz para Gaza e diz que não falou com a ONU

Trump no lançamento do Conselho da Paz (Foto: Reprodução/CNN).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta quinta (22/1) o Conselho de Paz para Gaza, visando a reconstrução e estabilidade política do território arrasado pelo recente conflito com Israel.
Segundo Trump, 59 países estariam comprometidos em participar do comitê. O número é maior do que o divulgado pelo governo dos EUA ontem, que era de 35. O Brasil foi convidado para participar na pessoa do presidente Lula, mas até o momento não respondeu ao convite. A China também ainda não respondeu.
Entre os presentes para a assinatura do documento estava Javier Milei, presidente da Argentina. Vladimir Putin, da Rússia, e Benjamin Netanyahu, de Israel, estão entre os líderes que aceitaram participar do conselho. Também concordaram com a entrada no órgão o Catar e o Egito, membros importantes no acordo de paz em Gaza; Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai e Vietnã.
Trump disse que vai colaborar com a Organização das Nações Unidas (ONU) no processo em Gaza, mas aproveitou para alfinetar a organização. Ele disse:
“Uma vez que o Conselho estiver formado, vamos fazer tudo o que quisermos, em conjunto com a Organização das Nações Unidas.
Eu sempre falei que a ONU tem um potencial tremendo, que não é usado. Eles têm pessoas ótimas lá, mas eu nunca falei com a ONU sobre as oito guerras que eu acabei”.
O intuito do Conselho é deixar Gaza “desmilitarizada, propriamente governada e lindamente reconstruída”, disse o republicano. Ele também relembrou que um dos objetivos é o desarmamento do grupo terrorista Hamas: Segundo analistas, este é um dos pontos mais delicados do acordo de paz em Gaza, já que vários especialistas são céticos sobre a disponibilidade do grupo extremista de se desarmar.
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Como funcionaria o conselho?
A proposta do governo dos Estados Unidos é que o órgão funcione como um ente de supervisão de um comitê composto por técnicos palestinos, que serão responsáveis pela administração provisória e reconstrução do território, destruído após mais de dois anos de bombardeios israelenses.
Cada um dos países-membros teria direito a voto no conselho, mas a palavra final seria do presidente norte-americano.
*Com informações de UOL






