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Trump cancela diálogo com o Irã e pede a iranianos que continuem protestando; 2 mil já teriam morrido

Em post na Truth Social, Trump afirmou que ajuda aos manifestantes iranianos "está a caminho", enquanto repressão cresce
13/01/26 às 14:09h
Trump cancela diálogo com o Irã e pede a iranianos que continuem protestando; 2 mil já teriam morrido

Manifestantes em protesto no Irã contra a República Islâmica (Foto: Reuters).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta terça-feira (13/1), ao povo iraniano para continuar protestando e afirmou que a “ajuda está a caminho”. Ele também afirmou que cancelou qualquer diálogo com autoridades do Irã e instou os manifestantes a “tomarem as instituições”.

Trump escreveu na rede Truth Social:

“Patriotas iranianos, CONTINUEM A PROTESTAR —TOMEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guarde os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um grande preço. Eu cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que essa matança sem sentido de manifestantes ACABE. AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! [Make Iran Great Again]”.

Trump não forneceu detalhes sobre que tipo de ajuda poderá enviar ao país persa, tradicional inimigo dos EUA. O governo de Washington atacou o programa nuclear iraniano em julho do ano passado, em meio ao conflito do país com Israel.

Os recentes protestos que tomaram as ruas de diversas cidades do Irã já somam 2 mil mortes, pelas contas da ONG de direitos humanos Hrana.

A contagem de mortos expõe um aumento significativo nos últimos dias da repressão ao movimento iniciado em 28 de dezembro, quando então era apenas uma insatisfação de comerciantes do Bazar de Teerã com a desvalorização do rial, a moeda local, e a inflação crescente. No começo do domingo (11/01), as estimativas ainda estavam entre 100 a 200 vítimas, subindo para 500 ao fim da noite. Agora, a cifra já é o quádruplo de dois dias atrás.


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Até o momento, o governo iraniano não divulgou um número oficial de mortos nos protestos. A mais recente onda de manifestações representa um dos maiores desafios ao regime dos aiatolás desde a Revolução Islâmica de 1979. O regime tem respondido com uma repressão violenta.

A situação deverá se inflamar ainda mais com a divulgação de que o regime pretende executar nesta quarta (14) um manifestante preso. Se concretizada, essa será a primeira execução desde o início dos atos. O manifestante cuja execução está prevista foi identificado como Erfan Soltani, 26.

Ele foi detido na semana passada após participar de protestos na cidade de Fardis, próxima à capital Teerã, informou o grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega. Ainda de acordo com a entidade, a família de Soltani não teve acesso às informações sobre as acusações e demais detalhes do processo.

*Com informações de Folha de S. Paulo e CNN Brasil