Paraguai recebe explicações sobre fala de Lula e descarta aprofundar tensão

O governo do Paraguai afirmou nesta sexta-feira (31/7) que não pretende aprofundar a tensão diplomática com o Brasil após a controvérsia provocada por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança. A posição foi apresentada pelo vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, e pelo ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lezcano.
A manifestação ocorreu após uma reunião com o embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes de Carvalho. Segundo as autoridades paraguaias, o diplomata explicou que Lula considerou que suas declarações foram retiradas de contexto e que não teve a intenção de ofender o povo paraguaio.
“Ele [o embaixador] manifestou que isso foi tirado de contexto. É o que ele nos disse. Nunca foi intenção do presidente Lula ofender ou insultar o Paraguai com essas declarações. Então, nós tampouco queremos aprofundar muito isso”, afirmou Alliana.
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Alliana também disse que o governo paraguaio não pretende interferir no processo eleitoral brasileiro. “Vocês sabem que também estão em plena campanha eleitoral lá [no Brasil], e o que menos queremos é que acreditem que queremos nos imiscuir nessas eleições”, declarou.
Durante o encontro, realizado na sede do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, o embaixador recebeu uma nota de repúdio relacionada às declarações de Lula. Até a última atualização desta reportagem, o governo brasileiro e o Itamaraty não haviam se manifestado publicamente sobre o documento.
As declarações que provocaram a reação foram feitas por Lula no dia 24 de julho, durante uma visita à empresa de defesa Avibras, em Jacareí, São Paulo. Na ocasião, o presidente afirmou que o Paraguai havia decidido invadir o Brasil durante o conflito, que ocorreu entre 1864 e 1870. O episódio levou Assunção a convocar o embaixador brasileiro para prestar esclarecimentos.





