“Dois cães em trenós”: Trump ironiza defesa da Groenlândia e diz que vai anexar território

O presidente Donald Trump (Foto: Reprodução).
Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One na noite de domingo (11/1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar que pretende anexar a ilha da Groenlândia ao território americano, e até zombou do sistema de defesa do país.
Trump disse que seria fácil uma ação militar de tomada da ilha. “E a defesa da Groenlândia é dois trenós de cães. Você sabia disso? Você sabia que a defesa deles é dois trenós de cães?”.
O chefe de Estado argumentou que seria mais fácil se chegassem a um acordo:
“Claro, eu adoraria fazer um acordo com eles, é mais fácil. Mas de um jeito ou de outro, nós vamos ter a Groenlândia”.
Ele completou:
“Se nós não obtermos a Groenlândia, a Rússia ou a China obterá a Groenlândia e eu não vou deixar isso acontecer. A Groenlândia não quer ver Rússia ou China tomando o controle.
Ao mesmo tempo, você tem destruidores e submarinos russos e chineses por todo lugar. Nós não vamos deixar isso acontecer. E se isso afetar a Otan, então afetará a Otan. Mas eles precisam de nós muito mais do que nós precisamos deles. E é o que eu tenho para dizer para você agora”.
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Groenlândia reage
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, cobrou que Trump pare com as ameaças.
“Basta! Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isso deve ser feito através dos canais adequados e conforme o direito internacional”, declarou.
A União Europeia também saiu em defesa da independência da Groenlândia nesta semana. “A UE continuará a defender os princípios da soberania nacional, da integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras”, declarou a porta-voz dos diplomatas europeus, Anitta Hipper.
A ilha abriga, desde 1951, a Base Aérea de Thule, a instalação militar americana mais ao norte do planeta. O local é considerado peça-chave para sistemas de monitoramento, defesa antimísseis e vigilância do espaço aéreo no hemisfério norte. Além da localização estratégica, a Groenlândia também concentra reservas de minerais críticos usados na indústria tecnológica, em equipamentos militares, turbinas de energia e eletrônicos, o que também ajuda a explicar o interesse de Trump.
*Com informações de UOL






