Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão por envolvimento em assassinato nos EUA

Juliana Peres Magalhães, suspeita de matar Joseph Ryan a tiros, em Reston, Virgínia (Foto: Departamento de Polícia do Condado de Fairfax/Divulgação
A babá brasileira Juliana Peres Magalhães foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a dez anos de prisão por homicídio. A sentença foi proferida no condado de Fairfax, no estado da Virgínia, nesta sexta-feira (13/2). Além do período presa, ela terá de cumprir mais dois anos de liberdade condicional.
Ela foi considerada culpada de participar dos assassinatos de Christine Banfield e Joseph Ryan em 2023. Nessa época, ela mantinha um relacionamento com Brendan Banfield, marido de Christine e pai da família para a qual ela trabalhava como babá.
Juliana está presa desde a época do crime e aceitou um acordo com a Procuradoria de Fairfax, no qual confessou participação na trama e se declarou culpada pela morte de Ryan. Antes do acordo, ela respondia por homicídio em segundo grau (que tem uma pena maior) e uso ilegal de arma de fogo. Depois do acordo, ela acabou acusada de “manslaughter”, homicídio culposo com pena menor.
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Entenda o caso
De acordo com as investigações, Juliana e Brendan, ex-agente da Receita Federal dos EUA (IRS), começaram a ter um caso amoroso e planejaram a morte de Christine. Eles criaram um perfil falso em um site de fetiches, se passando por Christine, e marcaram um encontro com Ryan na casa da família.
Em fevereiro de 2023, os homicídios aconteceram. O plano deles era montar a cena para parecer que haviam atirado em um invasor que estava atacando a esposa de Brendan.
Em seu depoimento à polícia, Brendan afirmou que encontrou Joseph Ryan esfaqueando sua esposa, Christine Banfield. Segundo ele, Ryan teria sido morto a tiros por Banfield e, em seguida, também pela babá da família, Juliana Magalhães, que é brasileira.
A polícia desconfiou da versão. De acordo com os investigadores, Juliana teria sido responsável pela morte de Ryan. Já Brendan foi considerado culpado pelos assassinatos em um veredito divulgado no fim de janeiro: foi ele quem assassinou a esposa a facadas e tentou colocar a culpa no homem que entrou em sua casa.
Segundo o jornal The New York Times, durante a audiência, o advogado de Brendan, John Carroll, alegou que Juliana teria iniciado conversas com um jornalista interessado em comprar sua história. De acordo com mensagens apresentadas no tribunal, o plano seria produzir um documentário para a Netflix sobre o caso.
*Com informações de UOL e G1





