Veterinária alerta para câncer de mama em cães e gatos

A campanha Outubro Rosa, voltada à conscientização sobre o câncer de mama, também se estende aos animais de estimação. Em entrevista ao programa Conexão Onda, da Rede Onda Digital, nesta terça-feira (20/10), a médica veterinária Marina Brolio falou sobre o Outubro Rosa Pet e a incidência da doença em cadelas e gatas.
Segundo ela, o câncer de mama é o terceiro de maior ocorrência em cadelas e o primeiro em gatas.
A especialista explica que a doença está diretamente relacionada ao estímulo hormonal, especialmente à progesterona. Por isso, a castração precoce é a principal forma de prevenção.
“A fêmea castrada precocemente tem risco de até 0,5% de desenvolver o câncer de mama”, afirmou.

A veterinária alerta, no entanto, que o momento ideal da castração varia conforme o porte do animal. Para fêmeas de grande porte, recomenda-se que o primeiro cio ocorra antes do procedimento.
Ela também desmentiu a lenda urbana de que a fêmea precisa ter uma cria antes de ser castrada para proteger a saúde. “Isso não existe”, afirmou. Além de prevenir o câncer de mama, a castração evita a piometra, uma infecção uterina grave que pode levar o animal a óbito.
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Anticoncepcionais injetáveis aumentam o risco
A médica veterinária também alertou sobre os riscos do uso de anticoncepcionais injetáveis, conhecidos como injeções anti-CIU.
“É uma bomba relógio. Você resolve a curto prazo, mas aumenta muito a chance da fêmea desenvolver o câncer de mama”, declarou.
A importância do autoexame e da descoberta precoce
Marina usou a própria experiência para reforçar a importância da observação diária. Sua cadela, Aria, teve um nódulo identificado durante um momento de carinho na cama. Apesar de ser castrada e ter baixo risco para câncer de mama, o exame apontou um mastocitoma maligno.
“Eu subestimei o nódulo da Aria, achando que era um lipoma, e fui fazer o exame por desencargo de consciência. Foi um dos piores dias da minha vida”, contou. O diagnóstico precoce permitiu a realização de cirurgias e o tratamento adequado.
Diagnóstico e prevenção
Qualquer bolinha ou nódulo encontrado no corpo do animal deve ser investigado imediatamente por um médico veterinário, por meio de citologia aspirativa. A partir do diagnóstico, é feita uma triagem com exames de imagem e sangue para verificar se há metástase antes da cirurgia.
A orientação é que, a partir dos 6 anos de idade, cães e gatos realizem check-ups anuais.





