Metformina faz mal ao fígado? Entenda os riscos e os cuidados

Utilizada no tratamento do diabetes tipo 2, a metformina não costuma provocar danos ao fígado. Segundo a base LiverTox, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, o medicamento não está habitualmente associado à elevação das enzimas hepáticas, e os casos de lesão no órgão atribuídos ao seu uso são muito raros.
Uma das ações da metformina é reduzir a produção de glicose pelo fígado, ajudando a controlar o açúcar no sangue. Essa atuação não significa que o medicamento agrida o órgão. A substância é eliminada principalmente pelos rins, cujo funcionamento precisa ser acompanhado durante o tratamento.
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Quando o tratamento exige atenção
Pessoas com comprometimento hepático precisam de avaliação específica. A bula disponibilizada no DailyMed orienta evitar o medicamento nessa condição pelo risco de acidose láctica, uma complicação grave relacionada ao acúmulo de lactato no organismo. Problemas renais e consumo excessivo de álcool também estão entre os fatores de risco.
Outro cuidado é não confundir o controle do diabetes com o tratamento da gordura no fígado. A diretriz da Associação Americana para o Estudo das Doenças do Fígado não recomenda a metformina como tratamento específico da esteato-hepatite, quadro de inflamação associado ao acúmulo de gordura, por não demonstrar benefício significativo no tecido hepático.
A indicação e a continuidade do medicamento devem considerar as condições clínicas de cada paciente. Quem tem alterações nos exames do fígado ou dos rins deve discutir os resultados com o profissional responsável pelo tratamento.





