Câncer bucal avança de forma silenciosa e especialistas alertam para sinais ignorados

Foto: reproducao/ J3News.
O câncer bucal é uma doença silenciosa que pode atingir lábios, gengivas, língua, bochechas, assoalho e céu da boca. Quando diagnosticado precocemente, apresenta grandes chances de cura, o que reforça a importância da atenção aos sinais iniciais e da busca por acompanhamento profissional. Muitas vezes indolor no início, o câncer bucal pode passar despercebido, atrasando o diagnóstico e tornando o tratamento mais agressivo.
Entre os sintomas mais comuns estão feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na língua ou na mucosa oral, sangramentos sem causa aparente, dor persistente e dificuldade para mastigar, engolir ou falar. Também podem surgir nódulos no pescoço.
As principais causas da doença estão associadas ao tabagismo, ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e à exposição prolongada ao sol sem proteção, especialmente nos casos de câncer de lábio. Outros fatores de risco incluem má higiene bucal, uso de próteses mal ajustadas e infecção pelo HPV. A combinação de álcool e cigarro aumenta significativamente as chances de desenvolvimento do câncer.
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De acordo com especialistas, os três tipos mais comuns de câncer bucal são o carcinoma espinocelular, responsável por cerca de 90% dos casos e que afeta principalmente língua e lábios; o câncer de lábio, geralmente associado à exposição solar excessiva; e o câncer de assoalho da boca, frequentemente ligado ao tabagismo e ao alcoolismo. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, menos agressiva tende a ser a abordagem terapêutica e maiores são as chances de sucesso.
A coordenadora do curso de Odontologia do Centro Universitário do Norte UniNorte, Cleyce Rock, destaca a importância da prevenção e do acompanhamento profissional.
“O câncer bucal pode ser identificado em exames de rotina realizados pelo dentista. Por isso, é fundamental que as pessoas não procurem o profissional apenas quando sentem dor, pois consultas periódicas permitem identificar alterações ainda no início, aumentando significativamente as chances de cura e reduzindo os impactos do tratamento. Quando o diagnóstico é precoce, o paciente passa pelo tratamento, pela remoção da lesão e apresenta uma taxa de sobrevivência muito maior, o que facilita a reabilitação, a readaptação e a recuperação da autoestima”, ressalta.






