MDB Mulher repudia filiação de Dado Dolabella e critica pré-candidatura do ator

Foto: Reprodução
O núcleo feminino do MDB Mulher divulgou uma nota pública de repúdio à filiação do ator Dado Dolabella ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O comunicado também critica o anúncio de sua pré-candidatura a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro.
A manifestação é assinada por Kátia Lôbo, secretária nacional do MDB Mulher, que afirmou ter recebido a notícia “com estarrecimento, surpresa e repúdio”. Segundo ela, a filiação ocorre em um momento simbólico, já que o mês de março é marcado pelas mobilizações do Dia Internacional da Mulher.
Na nota, Kátia Lôbo destacou que a violência contra mulheres é uma realidade recorrente no Brasil e afirmou que a decisão do partido contraria os valores defendidos pela ala feminina da sigla. Para a dirigente, permitir que Dolabella represente o partido gera indignação entre mulheres da legenda.
Histórico de violência contra a mulher
O ator Dado Dolabella esteve envolvido em diversos episódios de violência que resultaram em denúncias e processos judiciais ao longo dos anos. O caso mais conhecido ocorreu em 2008, quando ele foi acusado de agredir a atriz Luana Piovani em uma boate no Rio de Janeiro. Durante a confusão, a camareira da atriz também teria sido agredida ao tentar separar a briga.
Em 2010, a Justiça do Rio condenou o ator a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto por lesão corporal, com base na Lei Maria da Penha. Em entrevistas concedidas no ano passado, o próprio Dolabella reconheceu o episódio, afirmando que houve “agressões mútuas”, mas admitindo que agiu de forma errada.
Outro episódio ocorreu com a publicitária Viviane Sarahyba, com quem Dolabella foi casado. Ela denunciou agressões físicas e verbais e chegou a obter medidas protetivas após registrar ocorrência. O caso também gerou processo judicial contra o ator e ampliou a repercussão pública das acusações de violência envolvendo seu nome.
Anos depois, a ex-namorada e prima Marina Dolabella registrou denúncia por violência física e sexual. A Justiça concedeu medida protetiva proibindo qualquer contato do ator com a vítima. Em 2024, ele foi condenado a dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto, pelas agressões contra Marina.
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Publicação apagada
A filiação ao MDB foi anunciada pelo presidente estadual do partido no Rio de Janeiro, Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias. A publicação nas redes sociais, que apresentava Dolabella como “pai de família” e destacava sua entrada na legenda, foi apagada após a repercussão negativa.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Dolabella confirmou a intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa presidencial. Segundo ele, a decisão de entrar na política ocorreu após afirmar que viveu situações de injustiça ao longo de sua trajetória.
Com informações do UOL.





