Brasil aparece maior no novo mapa-múndi: entenda o que mudou

Um novo mapa-múndi está chamando a atenção por mostrar de forma mais próxima da realidade o tamanho dos países e continentes.
A mudança não significa que lugares como o Brasil tenham aumentado de território. O que mudou foi a forma de representar a Terra em uma superfície plana. A nova representação foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (4), como alternativa à tradicional projeção de Mercator.
Criada no século XVI, a projeção de Mercator foi desenvolvida principalmente para facilitar a navegação marítima, preservando direções e ângulos. O problema é que ela aumenta visualmente as áreas próximas aos polos.
Um dos exemplos mais conhecidos é a Groenlândia, que aparece com tamanho semelhante ao da África, embora a África seja aproximadamente 14 vezes maior.

O mesmo acontece com outros territórios. Rússia, Canadá e países europeus parecem maiores, enquanto regiões próximas à Linha do Equador, como África e América do Sul, acabam parecendo menores. Em projeções que preservam melhor as áreas, como a Equal Earth, o Brasil aparece em uma proporção mais próxima de seu tamanho real. Por isso, imagens do chamado “novo mapa-múndi” podem dar a impressão de que o país cresceu.
A explicação é simples: a Terra é aproximadamente esférica, mas o mapa é plano. Ao transformar uma superfície curva em uma imagem plana, algum tipo de distorção sempre acontece.
Algumas projeções priorizam formas e direções, enquanto outras procuram manter o tamanho das áreas mais fiel. Por isso, não existe um mapa plano que consiga preservar perfeitamente todas essas características ao mesmo tempo.
Na prática, nada mudou no território brasileiro. O Brasil continua com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e sendo o quinto maior país do mundo, atrás de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos.
A novidade está apenas na maneira de enxergar o planeta: o novo mapa não aumentou o Brasil, mas ajuda a mostrar melhor o tamanho que ele sempre teve.





