Fim das bets ameaça bilhões em patrocínios ao futebol brasileiro

O anúncio do presidente Lula (PT) sobre o fim das bets no Brasil, feito nesta sexta-feira (25), pode mexer diretamente com as receitas dos clubes de futebol. Atualmente, 14 dos 20 times da Série A têm casas de apostas como patrocinadoras principais.
Com a proibição da operação dessas empresas no país, os contratos em vigor podem ser rescindidos, abrindo um novo cenário financeiro para os clubes.
Impacto bilionário no marketing esportivo
Dados da Sports Value apontam que os principais clubes brasileiros movimentaram R$ 3,2 bilhões em receitas de marketing em 2025. Desse total, cerca de R$ 1,1 bilhão, ou 34%, veio de empresas de apostas.
Entre os maiores contratos estão os do Flamengo com a Betano, estimado em R$ 268,5 milhões anuais, o do Corinthians com a Esportes da Sorte, de R$ 150 milhões, o do São Paulo com a Superbet, de R$ 113 milhões, e o do Palmeiras com a Sportingbet, de R$ 100 milhões.
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Série B também é afetada
O mercado também está presente na Série B. Dos 20 clubes da competição, 13 possuem algum vínculo com empresas de apostas, sendo 11 com patrocínio principal.
Clubes já manifestaram preocupação com o possível fim dos contratos, alegando que os valores são importantes para manter estruturas, centros de treinamento, profissionais e projetos sociais. As empresas do setor, por sua vez, podem recorrer à Justiça contra a proibição.





