Estados americanos processam para barrar fusão bilionária entre estúdios Paramount e Warner

Doze estados americanos, liderados pela Califórnia, entraram nesta segunda-feira (13/7) com uma ação judicial para impedir a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, avaliada em US$ 110 bilhões. A coalizão é chefiada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, e inclui os procuradores-gerais de Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.
A fusão entre os gigantes de cinema e streaming, anunciada no ano passado após disputa da Paramount com a Netflix, é considerada a maior da história de Hollywood.
Argumentos da ação
Os procuradores argumentam que a fusão une duas das cinco maiores distribuidoras de filmes de Hollywood e dois dos cinco maiores grupos de canais de TV a cabo dos Estados Unidos, o que resultaria no fim da concorrência direta em salas de cinema e na negociação com operadoras de TV paga.
Segundo a ação, a empresa combinada passaria a controlar quase um terço da distribuição de filmes nos cinemas americanos e quase um terço da programação básica de TV a cabo, o que resultaria em menos filmes e conteúdo para o público, além de preços mais altos.
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Pedidos ao Judiciário
Os estados pediram que Paramount e Warner Bros. não fechem o negócio até que a Justiça decida o caso. Se as empresas avançarem mesmo assim, a coalizão afirma que vai pedir uma liminar para suspender a conclusão da compra.
Segundo a ação, isso prejudicaria a Paramount Skydance, que se comprometeu a pagar cerca de US$ 650 milhões por trimestre à Warner Bros. Discovery caso o negócio não seja concluído até outubro. Caso o processo se estenda, os custos para a produtora poderiam tornar a fusão inviável.
A Paramount ainda não se pronunciou sobre a ação movida nesta segunda-feira.




