Sobrenome Bolsonaro aparece no nome de urna de 17 candidatos nas eleições de 2026

Levantamento feito com base nos pedidos de registro já apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 17 candidatos incluíram “Bolsonaro” no nome escolhido para aparecer nas urnas nas eleições de 2026. A estratégia é adotada principalmente por integrantes do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dos 17 nomes identificados até esta sexta-feira (7/8), 15 pertencem ao PL. Os outros dois candidatos estão filiados ao PP e ao Podemos. O número ainda pode aumentar, pois os partidos têm até 15 de agosto para encaminhar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral.
Entre os candidatos, sete disputam vagas de deputado federal, outros sete concorrem às Assembleias Legislativas ou à Câmara Legislativa do Distrito Federal e dois são candidatos ao Senado. O levantamento também inclui Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal por Santa Catarina.
A lista reúne Alessandro Bolsonaro, Bruno Bolsonaro Scheid, Capitão Mosart Bolsonaro, Clodoaldo Bolsonaro, Fabiana Bolsonaro, Helio Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, Jean Bolsonaro, Joel Bolsonaro, Marcelo Bolsonaro, Negona do Bolsonaro, Renato Araújo Bolsonaro, Renato Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Samanta Bolsonaro, Thiago Neves–Enéas Bolsonaro e Valéria Bolsonaro.
Parentes e aliados usam sobrenome como marca eleitoral
Entre os nomes já registrados, Jair Renan é filho do ex-presidente, enquanto Rogéria Bolsonaro foi a primeira mulher de Jair Bolsonaro e é mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Outros candidatos possuem diferentes graus de parentesco ou adotaram politicamente o sobrenome para demonstrar proximidade com o movimento bolsonarista.
Um dos casos é o de Alessandro Almeida, conhecido como “Mito Uber”. Sósia do ex-presidente e candidato a deputado distrital pelo Podemos, ele solicitou o registro do nome “Alessandro Bolsonaro”. Já Bruno Scheid, candidato do PL ao Senado por Rondônia, passou a se apresentar politicamente como “Bruno Bolsonaro Scheid”, apesar de não possuir parentesco com o ex-presidente.
A legislação permite que candidatos utilizem prenome, sobrenome, apelido, nome abreviado ou a denominação pela qual sejam conhecidos. Entretanto, o nome não pode gerar dúvida sobre a identidade nem confundir o eleitor. A Justiça Eleitoral pode exigir provas de que o candidato é reconhecido pela denominação escolhida e também pode indeferir o pedido.
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, além de Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, candidatos ao Senado, ainda não apareciam no recorte inicial do levantamento. Com a inclusão desses registros, a presença do sobrenome nas urnas deverá crescer.
Os dados são parciais e podem sofrer alterações até o encerramento e o julgamento dos pedidos de candidatura. As informações podem ser consultadas no DivulgaCandContas, do TSE. A regra sobre o nome de urna está prevista no artigo 12 da Lei das Eleições.





