Joana Darc defende melhores condições de trabalho para mulheres na ZFM

Segundo a deputada, a presença feminina no mercado de trabalho, especialmente no Polo Industrial de Manaus (PIM), precisa ser acompanhada de políticas que considerem as condições enfrentadas pelas trabalhadoras.
Joana afirma ter recebido relatos de mulheres que sofrem com lesões por esforço repetitivo (LER) e aponta também a falta de alternativas para aquelas que precisam conciliar o trabalho com os cuidados dos filhos.
“A gente tem hoje na Zona Franca de Manaus a maior parte de trabalhadoras mulheres. A gente precisa ver como estão essas condições de trabalho, quais são os benefícios, quais são os direitos e quais são as obrigações também”, afirmou.
A candidata defende ainda a ampliação de espaços para que os filhos das trabalhadoras possam permanecer em segurança durante a jornada, como creches e escolas.
A pauta, segundo ela, faz parte de uma discussão mais ampla sobre a permanência das mulheres no mercado de trabalho. Em outro momento da entrevista, Joana também defendeu a discussão sobre a licença-maternidade, atualmente de quatro meses como regra geral, segundo a legislação brasileira, enquanto algumas empresas adotam períodos maiores.
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Proteção para mulheres no interior
Outro ponto levantado pela candidata é a estrutura de atendimento às mulheres vítimas de violência nos municípios do interior.
Joana afirma que ainda existem localidades sem uma rede de proteção estruturada e sem atendimento da Ronda Maria da Penha. Segundo ela, durante o mandato como deputada estadual, destinou recursos para iniciativas nessa área e pretende ampliar essa atuação caso seja eleita para a Câmara Federal.
“Hoje a gente não tem rede estabelecida nem Ronda Maria da Penha em muitos municípios do interior do nosso Estado”, disse.
Para Joana, a atuação federal pode ajudar a levar recursos e fortalecer as políticas de proteção às mulheres fora da capital.
A proposta coloca no mesmo debate duas realidades diferentes: a mulher que precisa de condições para permanecer no mercado de trabalho e aquela que precisa ter acesso à proteção do Estado quando é vítima de violência.





