Datafolha: homens são mais influenciáveis no voto do que mulheres

Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha no final de julho mostra que os homens são mais influenciáveis politicamente do que as mulheres na corrida presidencial de 2026. O levantamento aponta que o eleitorado masculino é mais suscetível à influência de amigos, companheiros, filhos, jornalistas e pessoas acompanhadas nas redes sociais na hora de decidir o voto.
Os dados ganham relevância diante da composição atual do eleitorado brasileiro. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores do país, representando cerca de 53% do total, enquanto os homens correspondem a aproximadamente 47%.
Apesar de serem minoria, os homens aparecem à frente das mulheres em praticamente todos os indicadores de influência política analisados pelo instituto.

Amigos exercem maior influência
O levantamento mostra que 36% dos brasileiros afirmam ser influenciados pela opinião de amigos próximos na hora de votar. Entre os homens, esse percentual sobe para 40%, enquanto entre as mulheres fica em 31%.
No total da população, 16% afirmam sofrer muita influência dos amigos, enquanto 20% dizem ser influenciados “um pouco”. A maioria dos entrevistados, 62%, afirma que a opinião dos amigos não interfere em sua escolha eleitoral.
A influência também é maior entre os jovens de 16 a 24 anos, faixa em que 44% afirmam considerar a opinião dos amigos na hora de votar.
Redes sociais e imprensa pesam mais para o eleitor masculino
A pesquisa identificou que jornalistas e profissionais da imprensa exercem influência sobre 38% dos eleitores brasileiros. Entre os homens, o índice chega a 45%, contra 31% entre as mulheres.
Já as pessoas acompanhadas nas redes sociais influenciam 32% dos entrevistados, percentual que sobe para 36% no público masculino e cai para 29% entre as mulheres.
O efeito das redes é ainda mais intenso entre os jovens de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos, ambos com 39%.
Segundo o Datafolha, 38% dos brasileiros admitem ser influenciados pelo companheiro ou companheira na hora de escolher um candidato. O índice chega a 40% entre os homens e fica em 36% entre as mulheres.
Entre os eleitores que têm filhos com mais de 16 anos, 36% afirmam considerar a opinião deles antes de votar. A influência é maior entre os homens, 40%, do que entre as mulheres, 33%.
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Líderes religiosos têm menor impacto
Entre todas as categorias analisadas, os líderes religiosos aparecem como o grupo de menor influência sobre a escolha eleitoral.
Apenas 23% dos entrevistados afirmaram considerar a opinião de líderes religiosos, e somente 13% disseram sofrer muita influência. O percentual é mais elevado entre pessoas com ensino fundamental, 30%, e menor entre aquelas com ensino superior, 15%.
Entre católicos e evangélicos, a diferença é pequena: 24% e 28%, respectivamente.
Pesquisa mostra arrependimento do voto de 2022
Outro dado que chama atenção é o índice de arrependimento em relação ao segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
De acordo com os dados, 8% dos eleitores afirmam que se arrependeram da escolha feita naquela disputa.
Entre os eleitores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 9% dizem estar arrependidos. Já entre os que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro, o percentual é de 6%.

Dados técnicos da pesquisa
- Instituto: Datafolha;
- Contratante: Folha de S.Paulo;
- Período de coleta: 22 e 23 de julho de 2026;
- Número de entrevistados: 2.004 eleitores;
- Abrangência: 139 municípios brasileiros;
- Público-alvo: eleitores com 16 anos ou mais;
- Margem de erro: dois pontos percentuais, para mais ou para menos;
- Nível de confiança: 95%;
- Método: entrevistas presenciais com questionário estruturado em pontos de fluxo populacional;
- Registro no TSE: BR-01166/2026.
Acesse a íntegra do resultado: Pesquisa Datafolha influência voto





