Setor produtivo criou mais de 11,8 mil empresas em 2025, com destaque para os MEIs estrangeiros

A Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea-AM) divulgou, nesta terça-feira (27/01), balanço mostrando que, em 2023, foram criadas 11.836 novas empresas de diversos portes no estado. O relatório aponta ainda que o Amazonas registrou 48.924 Microempreendedores Individuais (MEIs) ativos no período. Deste total, 1.004 registros correspondem a estrangeiros formalizados.
Segundo analistas da Jucea, os dados refletem o crescimento do empreendedorismo e o fortalecimento do ambiente de negócios em diferentes regiões do estado. Sede do Polo Industrial de Manaus (PIM), principal motor da economia amazonense, a capital liderou a criação de novos empreendimentos, com 7.585 registros, o equivalente a 66,39% do total de empresas abertas no ano.
No interior, Parintins se destacou com 866 novas empresas, sinalizando expansão das atividades econômicas no município. Itacoatiara aparece em seguida, com 450, enquanto Tefé registrou 290 novos CNPJs. Manacapuru também apresentou resultado expressivo: foram 285 empresas formalizadas, reforçando o crescimento da região metropolitana de Manaus.
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Cresce a importância dos MEIs na economia local
De acordo com o levantamento, os venezuelanos lideram os registros de MEIs estrangeiros, com 841 inscrições, o que representa 84,5% desse segmento. Em seguida, aparecem colombianos (121 registros), peruanos (69), cubanos (23) e haitianos (20).
Segundo o chefe do Departamento de Empreendedorismo Digital da Jucea, Caio Augustus Fernandes, a formalização como MEI possibilita ao estrangeiro regularmente residente no país, alguns benefícios.
“Primeiro, que ele tem acesso ao mercado, pode lidar como pessoa jurídica para fornecer serviços e produtos. Ele pode ter o benefício da aposentadoria, auxílios, salário-maternidade e pensão por morte, além da facilidade na emissão de notas fiscais e no acesso a serviços bancários”, explicou Caio Fernandes.
Para o analista, os dados reforçam o papel do MEI como instrumento estratégico de inserção produtiva, integração socioeconômica e formalização do trabalho da população migrante no Amazonas, com impacto direto no fortalecimento da economia local.






