Começa a funcionar nessa sexta-feira de Carnaval, dia 28 de fevereiro, a mais nova aplicação do Pix: o pagamento por aproximação. A partir desta data, será possível pagar compras apenas encostando o celular na máquina de cartão, sem necessidade de logar na sua instituição para ler o QR Code.
No entanto, para fazer uso desse método de pagamento, será preciso que o usuário se encaixe em algumas condições. Vamos vê-las a seguir…
Pix no sistema Android
A funcionalidade por aproximação só estará disponível para usuários de aparelhos com Android e que tenham conta em instituições bancárias incluídas no Open Finance.
Carteiras digitais
Será preciso que o usuário habilite o pagamento por aproximação no aplicativo do seu banco e na carteira digital. Também será preciso já ter a chave Pix cadastrada em seu banco.
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Entraves para as grandes empresas
No Pix por aproximação, é utilizada a tecnologia NFC (Near Field Communication), a mesma presente em cartões de crédito e débito. Isso representa um entrave para grandes empresas de tecnologia, porque elas precisam se cadastrar como iniciadoras de pagamentos, o que as obrigaria a se adequem ao padrão do Open Finance.
O Google saiu na frente e fez acordo para se adequar. A Apple, porém, ainda não liberou uso de NFC em seus dispositivos.
Por isso, nesse momento inicial no Brasil, a ferramenta só estará disponível para quem tem um celular rodando em sistema operacional Android 6 e utilizando a carteira digital do Google, a Google Pay. Ou seja, a aproximação não vai funcionar em aparelhos celulares com mais de 5 anos.
Quem tem a carteira digital da Samsung e da Apple terá de esperar um pouco mais. Isso porque as duas empresas ainda negociam a entrada no sistema do Banco Central para se tornarem iniciadoras de pagamento. Com isso, usuários de iPhones, por enquanto, ficam de fora do Pix por aproximação.
O método preferido de pagamento para os brasileiros
O Pix completou quatro anos em 2024, com sucesso absoluto e recordes em cima de recordes, movimentando R$ 26,45 trilhões em transferências, segundo dados do Banco Central. O crescimento do método de pagamento acontece mesmo frente a fake news, como as que circularam em janeiro envolvendo uma suposta taxação da modalidade.
O serviço é adotado por 76,4% da população, seguido pelo cartão de débito (69,1%) e dinheiro em espécie (68,9%), segundo a pesquisa “O Brasileiro e sua relação com o dinheiro”, publicada pelo Banco Central.
*Com informações de InfoMoney